O Prolog Day é uma imersão no que há de mais atual e essencial no mundo da gestão de frotas. Ele une inovação e prática de forma simples e aplicável, mostrando que gerir uma operação de transportes não precisa ser um bicho de sete cabeças.
O workshop é presencial e gratuito, e esta edição foi sediada em Belo Horizonte, no dia 4 de março, com a presença de mais de 100 líderes do setor. Cerca de 78% do público era de cargo de decisão, o que tornou o momento ainda mais rico para o compartilhamento de experiências e informações para quem embarcou nessa e marcou presença.
O objetivo do evento não é ser apenas mais um do segmento, mas sim, gerar a diferença para quem anseia e busca por resultados e consolidação no mercado, que está cada vez mais competitivo e acirrado.
O evento reuniu profissionais de diferentes regiões para discutir um tema que não é mais tendência, é realidade: como aplicar inteligência artificial na gestão de frotas. O Prolog Day trouxe à mesma mesa nomes que operam no dia a dia das transportadoras e conhecem de perto os desafios enfrentados por quem vive no transporte.
Neste artigo, você vai conferir todos os destaques do evento e mais:
- Cultura antes da tecnologia
- O pneu que você não gerencia está te custando dinheiro
- Dados contra achismo
- Reforma tributária: o que muda para o transportador
- IA na rotina: da teoria à operação
- Cases que viram referência
- O que esperar do próximo Prolog Day
Continue lendo e saiba o poder que a imersão Prolog Day gerou, absorva o conhecimento e aplique em sua operação.
Cultura antes da tecnologia
Gerir a frota não é apenas baseado em quem toma as decisões. Para realizar uma gestão eficiente, é preciso cuidar das pessoas. A cultura de um negócio está à frente de qualquer tecnologia adotada e qualquer decisão aplicada.
A cultura não é o que está na parede. É o que acontece quando ninguém está olhando.
O tema foi tratado pelo Kássio Seefeld, CEO e fundador da Truckpag – empresa parceira oficial do Prolog Day BH – e quem ficou a cargo da abertura do Prolog Day BH. A palestra trouxe um ponto que muitos gestores descobrem tarde: tecnologia sem cultura organizacional vai longe, mas nem sempre chega onde precisa.
O tema focal de sua palestra foi Inovação, cultura e gestão na prática, e foi o momento onde o público percorreu os bastidores de uma operação que precisou mudar sua mentalidade antes de mudar seus processos. O que isso significa na prática é que, antes de contratar qualquer sistema, o gestor precisa garantir que o time entende o por que aquilo existe, para quem e para que.
O pneu que você não gerencia está te custando dinheiro

O técnico especialista Diego Paludo entregou uma das palestras mais objetivas do dia, e a que mais gerou movimento por parte do público, junto com a do tópico abaixo.
No Passo a passo da gestão de pneus, tema de sua palestra, ele quebrou o argumento de que pneu é “custo fixo” e mostrou como a gestão eficiente – pressão, sulco, rodízio e histórico do pneu – transforma uma das maiores despesas variáveis em algo previsível e controlável.
O momento mais marcante veio quando o público presente foi questionado sobre quantas operações ainda realizavam a gestão de pneus no papel. O reconhecimento foi imediato, e junto dele, veio a percepção de quanto dinheiro esse ativo representa.
Na prática, o Paludo deixou uma mensagem clara: uma transportadora que mede seus pneus com regularidade gasta menos por quilômetro rodado do que uma que só age quando um problema ocorre com o pneu.
Dados contra o achismo
Jonatan Fernandes conduziu a palestra Gestão de frota baseada em dados, não em achismo – e o título já entrega o recado.
O ponto central foi a diferença entre reagir a problemas e antecipá-los. A palestra deixou claro como indicadores simples, quando coletados de forma consistente, permitem identificar padrões que o olho humano não capta na correria da rotina na operação.
No fim, a mensagem foi direta e concisa: gestor que toma decisão com dado na mão erra menos, justifica mais e convence a diretoria mais rápido.
Reforma tributária: o que mudo para o transportador
Um dos momentos mais esperados da tarde foi o painel do Rafael Brito, CEO da Rumo Brasil, sobre os Impactos da reforma tributária no dia a dia do transportador.
Com as mudanças em andamento no sistema fiscal brasileiro, o setor de transporte enfrenta incertezas que vão desde o aproveitamento de créditos até a precificação do frete. O painel foi uma aula, que percorreu desde vinculação de pagamento à exemplos práticos para esclarecimento do tema.
Seus mais de 15 anos de experiência com o TRC tornou a sessão direta ao ponto: quem não se preparar agora, vai encontrar surpresas desagradáveis na nota fiscal – e no fluxo de caixa.
IA na rotina: da teoria à operação
Anderson Santos, outro integrante do time da Prolog, trouxe o tema central do evento para o nível do cotidiano e foi objetivo logo de início ao afirmar que “IA não é sobre tecnologia, é sobre tomar decisões melhores todos os dias”.
Na palestra Como aplicar IA na rotina da sua transportadora, o Anderson, integrante oficial do time da Prolog, detalhou casos reais em que algoritmos já operam em segundo plano, desde a sugestão de rotas até a identificação de motoristas com comportamento de risco antes que o sinistro aconteça.
Mas o ponto focal da apresentação foi outro: a IA é uma vantagem competitiva concreta no transporte, e não uma promessa para daqui a cinco anos.
“Quem usar dados e inteligência para tomar decisão vai proteger margem e crescer. Quem não usar, vai operar no escuro e perder eficiência”, afirmou.
Ainda sobre a palestra, Anderson foi preciso ao identificar o erro mais comum do setor: achar que IA é complexa, cara e distante da operação. Na visão dele, o maior obstáculo não é a tecnologia, mas sim, a falta de dados estruturados para alimentá-la.
Na prática, isso quer dizer que o primeiro passo não é contratar uma plataforma sofisticada, é garantir que a operação registre, de forma consistente, o que acontece todos os dias.
A percepção que o Anderson trouxe foi reveladora: o setor está sob pressão real de margem, e a busca por eficiência deixou de ser estratégica para se tornar urgente.
Cases que viram referência

A programação do Prolog Day BH ainda contou com dois cases que colocaram em cena as experiências reais de empresas do setor: o case SpeedMax e o case Expresso Nepomuceno.
Nos dois momentos, o que ficou evidente foi que os resultados vieram de mudanças incrementais, não de grandes revoluções de uma vez, e que a consistência na execução separa de quem cresce de quem apenas experimenta.
O que esperar do próximo Prolog Day
O Prolog Day BH entregou o que o evento tem o propósito de gerar: valor real para gestores de frota e outros profissionais que buscam ativamente pelo controle total de sua operação.
O evento é palco para o público fazer uma imersão prática e objetiva, deixando claro o que importa e fazendo com que entendam que uma gestão eficiente e uma operação lucrativa só depende deles mesmos e das decisões tomadas.
O próximo Prolog Day não será diferente. O evento vai continuar provocando gestores para saírem da inércia e buscarem soluções consistentes.
Nesta edição as expectativas foram superadas. Na próxima você pode estar presente!
O Próximo Prolog Day será em Chapecó, Santa Catarina, no dia 23 de abril, às 13h30. Para garantir sua vaga, é só clicar aqui.
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