ROI na gestão de pneus: o que entra na conta e como provar o retorno à diretoria

Quanto a gestão de pneus devolve em economia? O cálculo que toda frota deveria fazer para provar o retorno com os dados da sua operação.
ROI na gestão de pneus: o que entra na conta e como provar o retorno à diretoria.

Melhorar a gestão de pneus custa dinheiro, seja em sistema, em processo ou em pessoas. E qualquer investimento precisa se justificar. Para o gestor de frota que está avaliando onde colocar recursos, a pergunta é objetiva: quanto essa melhoria vai devolver em economia?

O ROI (retorno sobre investimento) é a ferramenta que responde essa pergunta com número, não com promessa. E na gestão de pneus em grandes frotas, o cálculo é mais acessível do que parece, porque os custos são mensuráveis, as variáveis são conhecidas e os ganhos aparecem em indicadores que a operação já deveria estar acompanhando.

O desafio, na maioria dos casos, não é a fórmula. É ter os dados necessários para alimentá-la.

Veja a seguir:

  • A fórmula e os dois lados do cálculo
  • Calculando a economia com aquisição e recapagem
  • Como incluir a economia em combustível e manutenção
  • O que impede o cálculo e como resolver
  • Como o Prolog estrutura os dados para você calcular e acompanhar o ROI

A fórmula e os dois lados do cálculo

A fórmula do ROI é simples:

ROI = (Ganho obtido – Investimento) / Investimento × 100

O resultado é um percentual que indica quanto o investimento retornou em relação ao que foi aplicado. Um ROI de 200%, por exemplo, significa que a cada R$1 investido, R$2 voltaram como economia.

Na gestão de pneus, o cálculo tem dois lados:

  1. Lado do investimento (o que entra na conta)

Custo do sistema ou ferramenta de gestão, custo de implementação (treinamento, horas de equipe dedicadas à implantação), eventuais equipamentos (aferidor digital, por exemplo) e o tempo da equipe dedicado aos novos processos nos primeiros meses.

  1. Lado do ganho (o que vira economia)

Aqui é onde a conta fica interessante, porque a gestão de pneus gera retorno em duas frentes. A primeira é a redução de custo direto com pneus, como extensão de vida útil, aumento da taxa de recapagem e redução de descartes prematuros. 

A segunda é a redução de custo indireto associado a pneus, incluindo a economia em combustível por calibragem adequada, redução de paradas não planejadas e menor incidência de manutenções corretivas causadas por problemas de pneus.

O erro mais comum ao calcular o ROI de gestão de pneus é considerar apenas a economia direta em pneus. A economia indireta, embora mais difícil de isolar, frequentemente representa uma parcela bem interessante do retorno total.

Calculando a economia com aquisição e recapagem

Este costuma ser o maior componente do ROI na gestão de pneus e o mais fácil de calcular, porque envolve números que a operação já tem (ou deveria ter).

Extensão de vida útil

Se a gestão estruturada (calibragem regular, rodízio programado, inspeções periódicas) estende a vida útil média dos pneus de 80.000 km para 96.000 km (um ganho de 20%), a frequência de troca cai proporcionalmente.

Para uma frota com 500 pneus ativos e custo médio de R$ 2.200 por pneu, a conta é:

Sem gestão: 500 pneus × 1,5 trocas/ano × R$ 2.200 = R$ 1.650.000/ano

Com gestão: 500 pneus × 1,25 trocas/ano × R$ 2.200 = R$ 1.375.000/ano

Economia anual: R$ 275.000

Aumento da taxa de recapagem

Uma carcaça bem gerida pode passar por até três ciclos de recapagem, e cada recapagem custa entre 30% e 50% do valor de um pneu novo.

Se a gestão estruturada aumenta a taxa de aprovação na recapadora de 60% para 75%, a economia vem de duas frentes: mais pneus recapados em vez de novos e menos carcaças descartadas prematuramente.

Para calcular: compare o número de recapagens aprovadas antes e depois da melhoria, multiplique pela diferença entre o custo do pneu novo e o custo da recapagem. O resultado é a economia direta gerada.

Clientes Prolog podem comprovar isso: a Ghisolfi aumentou a vida dos pneus por meio do aceite de recapagem.

Redução de descartes prematuros

Se a operação descartava 40% dos pneus antes de esgotar a vida útil e, com gestão estruturada, esse índice cai para 25%, a diferença representa pneus que continuam rodando em vez de serem substituídos.

A economia é o custo dos pneus novos que deixaram de ser comprados antes do necessário.

Outro cliente da Prolog complementa essa visão sobre os resultados, a Marbela reduziu em 50% o descarte de pneus, e a Conlog chegou a zerar os descartes antecipados ainda no primeiro mês de uso da nossa ferramenta.

A vida útil, recapagem e descarte são os fatores que geram o retorno mais visível e mensurável. Em muitas operações, só essa conta já justifica o investimento em gestão de pneus.

Como incluir a economia em combustível e manutenção

A economia indireta é real, mas exige mais cuidado no cálculo porque envolve variáveis compartilhadas com outras áreas da operação.

Pneus calibrados adequadamente reduzem a resistência ao rolamento e, consequentemente, o consumo de combustível.

Segundo dados da ANIP, a economia pode chegar a 10% em casos de correção de pressão significativa. Na prática, para a maioria das frotas, o ganho realista fica entre 2% e 5% do consumo de diesel atribuível à calibragem — na prática, a MC Transportes, cliente Prolog, registrou economia de 4% no consumo de combustível.

Para incluir no ROI: calcule o gasto mensal de combustível da frota, aplique o percentual de economia estimado (use o cenário conservador de 2 a 3%) e projete para 12 meses. Mesmo um percentual pequeno, multiplicado por dezenas de veículos rodando milhares de quilômetros, gera um valor absoluto relevante.

Manutenção

Pneus mal geridos causam problemas mecânicos: desgaste irregular acelera a necessidade de alinhamento e balanceamento, pressão inadequada sobrecarrega suspensão e freios, falhas de pneu na rota geram atendimentos emergenciais com custo elevado. Quando a gestão de pneus melhora, parte desses custos de manutenção cai.

Para incluir no ROI: compare o custo de manutenção corretiva relacionada a pneus (alinhamentos não programados, trocas de suspensão, atendimentos de emergência) antes e depois da melhoria.

Se a operação não separa esses custos, uma estimativa conservadora de 5% a 10% de redução no custo total de manutenção corretiva é um ponto de partida razoável.

Disponibilidade

Menos paradas não planejadas por problemas de pneus significa mais veículos rodando. O valor da disponibilidade é difícil de calcular com precisão, mas pode ser estimado pelo frete perdido ou pela receita não realizada por veículo parado.

Se a frota consegue reduzir em um dia por mês o tempo médio de veículo parado por problema de pneu, o ganho acumulado em 12 meses aumenta.

A recomendação é: inclua a economia indireta no cálculo, mas com premissas conservadoras e documentadas. Isso dá credibilidade ao número, especialmente quando o ROI será apresentado à diretoria para justificar o investimento.

O que impede o cálculo e como resolver

Se o ROI de gestão de pneus é tão calculável, por que a maioria das operações não faz a conta? Porque faltam os dados de entrada:

Não existe CPK por pneu

Sem o custo por quilômetro individual, não há como saber quanto cada pneu custou de fato e, portanto, não há como medir se a vida útil melhorou.

A solução é implementar rastreabilidade individual (número de fogo) e registrar quilometragem nas movimentações. O CPK do pneu aparece como consequência.

Não existe taxa de recapagem documentada

Muitas frotas enviam carcaças para a recapadora, mas não acompanham a taxa de aprovação de forma estruturada. Sem esse dado, não há como medir se a gestão melhorou a qualidade das carcaças.

A solução é registrar cada envio e cada retorno, com status de aprovação ou recusa e motivo.

Não existe histórico de descarte com causa

Se o pneu sai da frota sem registro do motivo (desgaste natural, dano, recusa de recapagem, perda), não há como saber qual parcela dos descartes é prematura.

A solução é documentar cada descarte com causa e, com o tempo, esse dado se torna a base para medir a redução de perdas.

Não existe separação de custos de manutenção por causa

Se todos os custos de manutenção entram numa única linha, não é possível isolar o quanto é causado por problemas de pneus.

A solução é categorizar as ordens de serviço por tipo e causa, permitindo identificar a parcela de manutenção associada a pneus.

Em todos os casos, a solução passa pelo mesmo princípio: registrar. Os dados que alimentam o ROI não surgem retroativamente, precisam ser coletados de forma estruturada a partir do momento em que a gestão começa.

O primeiro cálculo de ROI pode ser impreciso; o segundo já será melhor; a partir do terceiro, a operação terá uma base sólida para projetar retorno com confiança.

Como a Prolog estrutura os dados para você calcular e acompanhar o ROI

A solução de Gestão de Pneus do Prolog rastreia cada pneu individualmente por número de fogo, registra todas as movimentações com quilometragem, calcula o CPK por ativo e por veículo, acompanha o ciclo de recapagem com taxa de aprovação e documenta cada descarte com causa. Esses são exatamente os dados de entrada que o cálculo de ROI exige.

Na prática, isso significa que o gestor que usa a solução Prolog tem, ao final de cada período, os números necessários para fazer a conta: vida útil média antes e depois, taxa de recapagem antes e depois, índice de descarte prematuro antes e depois, CPK comparativo entre períodos, marcas e veículos.

A integração com a Gestão de Manutenção e o Checklist Eletrônico adiciona as camadas de custo indireto, incluindo as manutenções corretivas por causa de pneus, paradas não planejadas identificadas em checklist e anomalias que foram tratadas preventivamente.

O resultado é que o ROI deixa de ser uma projeção estimada e passa a ser um número calculado com dados reais da operação, atualizável a cada ciclo e defensável em qualquer reunião com a diretoria.

Conheça agora a solução de Gestão de Pneus e entenda como ela se aplica à sua frota em uma demonstração gratuita com um de nossos especialistas.

Autor

Jean Zart

Co-fundador e CEO da Prolog, possui mais de 10 anos de experiência no mundo do transporte e logística, tendo atuado nas áreas de análise de gestão e processos. Desde 2016, se dedica à Prolog, motivado a gerar inovação tecnológica e otimização na gestão de frotas.

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