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Gestão de pneus

Calibragem com nitrogênio: 7 dias viram 3 a 4 meses

Luiz Felipe Luiz Felipe 5 min de leitura
Calibragem com nitrogênio: 7 dias viram 3 a 4 meses

Pouco se fala em calibrar pneus com nitrogênio, pois ainda é uma certa novidade no transporte brasileiro. Por isso, vamos responder às principais dúvidas sobre esse modo diferente de cuidar dos ativos.

A calibragem está presente na rotina da gestão de pneus, sendo necessário aferi-los com regularidade, por questões de segurança e estabilidade do veículo, e calibrar sempre que necessário.

O nitrogênio tem sido utilizado como alternativa para melhorar a eficiência da calibragem. Conheça:

Qual a diferença de calibrar pneus com nitrogênio e ar comprimido?

O ar-comprimido, utilizado na calibragem comum em postos de combustíveis, é gratuito, possui alta vazão e um índice menor de resistência às altas temperaturas, o que pode prejudicar a estrutura dos pneus.

O diferencial do nitrogênio são suas moléculas mais densas. Para simplificar, isso significa que essa alternativa reduz a frequência de calibragem, resiste às alterações de temperatura e tem baixas incidências de deformação de pneus.

A fim de comparação, com o ar-comprimido, o pneu precisa ser calibrado, no mínimo, a cada 7 dias. Já com o nitrogênio, é possível calibrar a cada 3 a 4 meses.

Calibrar pneus com nitrogênio é mais vantajoso?

Em alguns casos, sim, é vantajoso. Por exemplo, para veículos que viajam muito e para empresas de transporte que desejam economizar custos com recapagens e pneus novos.

O rendimento do nitrogênio é quase 6x maior que do ar-comprimido e a sua durabilidade acaba compensando, mesmo possuindo um custo médio de R$10 a R$20 reais por ativo, enquanto o ar comprimido é gratuito nos postos de abastecimento.

O uso do nitrogênio, como falamos acima, também desgasta menos os pneus devido a pressão interna não se alterar com o aquecimento externo. Por esse mesmo motivo, a vida útil da peça pode aumentar em até 25% e, as chances de furos, reduzidas em até 33%.

Contudo, por ainda não ser tão popular no Brasil, é difícil encontrar locais que possuem o gerador de nitrogênio para calibragem. O que ocasiona em caminhões rodando com pneus de baixa pressão e gerando danos aos ativos.

Ou seja, é preciso analisar bem se esse investimento vale a pena considerando não apenas as economias que pode gerar, mas certificando-se de que a região das rotas realizadas possui um ponto de calibragem ou se você pode instalar um gerador de N² na sua garagem, e assim por diante.

Visualize todos os cenários possíveis antes de tomar uma decisão.

A pressão utilizada para calibrar com nitrogênio é a mesma?

Sim, é a mesma. O que é diferente é a maneira em que a calibragem acontece.

Na primeira vez que você calibrar pneus com nitrogênio, é necessário retirar todo ar-comprimido, realizar o vácuo do pneu e, só após isso, adicionar o nitrogênio.

Todo esse trabalho é realizado por um único aparelho, levando em média de 4 a 5 minutos por pneu para ficar pronto. Depois que o ativo já possuir calibragem por nitrogênio, o processo fica mais rápido e pode até ter custos menores.

De maneira geral, para calibrar com nitrogênio, é recomendável ir até uma mecânica especializada e identificar, também, os locais em que você pode fazer isso para cada estado brasileiro.

Como definir a melhor calibragem de pneus para a frota?

Para escolher o melhor método de calibragem para a sua frota, entenda bem as suas opções e avalie todos os ângulos possíveis. Pergunte, por exemplo:

  • Qual será o custo adicional de calibrar com nitrogênio?
  • Qual pode ser a economia gerada?
  • Quantos quilômetros a mais roda um pneu calibrado com nitrogênio?

Num contexto geral, calibrar pneus com nitrogênio é considerado uma otimização do processo. Contudo, como falamos, é preciso analisar com cuidado as suas alternativas para entender se realmente vale a pena utilizá-lo na sua operação.

Embora as chances de ocorrerem problemas com os ativos reduzam muito e os benefícios tragam economia, você pode pensar nos veículos da frota em duas situações distintas:

  1. Aqueles que fazem viagens locais e urbanas.
  2. Aqueles que viajam a longa distância e passam por maiores variações climáticas e de solo.

Você pode fazer alguns testes e rodar com pneus calibrados com nitrogênio em ambos momentos para entender se compensa ao seu negócio ou não. Geralmente, os deslocamentos curtos não tem muita diferença, sendo o ar comprimido mais barato para a gestão.

Já para rotas mais longas, o nitrogênio pode trazer um grande benefício: reduzir a necessidade de paradas para calibrar os pneus na estrada.

Ainda assim, utilizar esses métodos e compará-los para responder às questões que exemplificamos é o melhor ponto de partida para descobrir a melhor opção para a sua frota.

Curiosidades sobre calibrar pneus com nitrogênio

Além de todas as vantagens e características já mencionadas, há algumas informações que você pode gostar de saber sobre calibrar pneus com nitrogênio:

  1. Ele aumenta a durabilidade dos pneus: mantendo-os na pressão ideal por mais tempo.
  2. Pode ser usado em qualquer pneu: seja de carro, moto, caminhão, ônibus e até de aviões.
  3. O gás nitrogênio é inerte e não-inflamável: tornando-se mais amigável ao meio ambiente e mais seguro nas operações de transporte.
  4. A estabilidade na pressão dos pneus pode gerar uma economia de combustível de até 10%.

Agora que você já entendeu os métodos de calibrar pneus, descubra também como saber a pressão ideal dos pneus da frota.

Perguntas frequentes

Qual a diferença entre calibrar com nitrogênio e com ar comprimido?

O ar comprimido, usado na calibragem comum dos postos, é gratuito e tem vazão alta, mas resiste menos às altas temperaturas — e isso pode prejudicar a estrutura do pneu. Já o nitrogênio tem moléculas mais densas: exige calibragem menos frequente, aguenta as alterações de temperatura e apresenta baixas incidências de deformação. Na prática, o pneu com ar comprimido pede calibragem no mínimo a cada 7 dias; com nitrogênio, a cada 3 ou 4 meses.

Quanto custa calibrar com nitrogênio e o que se ganha?

O custo médio fica entre R$10 e R$20 por ativo; nos postos, o ar comprimido sai de graça. Em compensação, o nitrogênio rende quase 6x mais e a durabilidade acaba compensando. Como a pressão interna não se altera com o aquecimento externo, o pneu se desgasta menos: a peça pode ganhar até 25% de vida útil, e as chances de furo podem cair até 33%.

A pressão de calibragem muda com o nitrogênio?

Não, é a mesma. O que muda é o modo como a calibragem acontece. Na primeira vez, é necessário retirar todo o ar comprimido, fazer o vácuo do pneu e só então adicionar o nitrogênio. Um único aparelho dá conta de todo esse trabalho, que consome de 4 a 5 minutos por pneu, na média. Nas vezes seguintes, com o ativo já calibrado com nitrogênio, o processo ganha velocidade e pode até custar menos.

Vale a pena para qualquer tipo de rota?

Não necessariamente. Em alguns casos é vantajoso — no veículo que viaja muito, por exemplo, e na transportadora que quer economizar com recapagens e pneus novos. Nos deslocamentos curtos, urbanos, geralmente não há muita diferença, e o ar comprimido sai mais barato para a gestão. Já em rotas longas, o nitrogênio pode render um grande benefício: menos paradas para calibrar na estrada. Testar os dois cenários ajuda a decidir.

Onde encontrar nitrogênio para calibrar os pneus?

Como o gerador de nitrogênio para calibragem ainda é pouco difundido no Brasil, há poucos lugares onde encontrá-lo — e o resultado é caminhão rodando com pneu de baixa pressão, com danos aos ativos. De maneira geral, o recomendável é procurar uma mecânica especializada e mapear os pontos disponíveis em cada estado. Outra saída é avaliar a instalação de um gerador de N² na própria garagem da operação.

O nitrogênio serve para qualquer pneu e é seguro?

Pode ser usado em qualquer pneu: carro, moto, caminhão, ônibus e até avião. Gás inerte e não inflamável, o nitrogênio é mais amigável ao meio ambiente, além de mais seguro nas operações de transporte. Ele também aumenta a durabilidade dos pneus, por mantê-los na pressão ideal por mais tempo, e a estabilidade nessa pressão pode gerar economia de combustível de até 10%.

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