Como a crise hídrica afeta o transporte de cargas
Caso você ainda esteja em dúvida, existe, sim, um grande impacto da crise hídrica no transporte de cargas.
Para resumir: a falta de água afeta o transporte hidroviário de um alto volume de cargas, em sua maioria, agrícolas. Quando os rios ficam rasos, a navegação pode se tornar inviável e parte da carga precisa buscar outro caminho.
Ao mesmo tempo em que isso encarece os produtos, é preciso encontrar alternativas para que não ocorra a falta de abastecimento nas diversas regiões do país. Nesse momento, começamos a falar do transporte rodoviário de cargas.
Primeiro, vamos esclarecer melhor:
O que é a crise hídrica?
Ela é definida pela falta de abastecimento de água para uso humano nas cidades — causada pela falta de chuvas. Em 2021, cinco estados brasileiros enfrentaram a pior seca em 91 anos, e foi emitido pela primeira vez na história um alerta de emergência hídrica nesses estados.
Além da falta de água, a crise afeta (e encarece) diversos setores de nossas vidas: a produção de produtos agrícolas, a energia elétrica, a inflação e os custos da indústria.
Alguns especialistas afirmavam, naquele período, que a economia continuaria sofrendo os impactos. Por isso, vale tratar a crise hídrica como um risco recorrente para a logística, e não apenas como uma notícia de 2021.
Como o transporte hidroviário no Brasil é afetado?
A falta de chuvas e seca dos rios afeta a navegação dos navios transportadores. Não apenas em território brasileiro, mas em países vizinhos também — Argentina e Paraguai, principalmente.
Embora, naturalmente, exista um período de seca anual, períodos de estiagem mais severa podem deixar os rios rasos e tornar a navegação inviável em determinados trechos.
E, mesmo que já tenham acontecido diversos momentos de interromper operações de transporte hidroviário, como em 2014, na sub-bacia do Tietê-Paraná, a situação de 2021 chamou atenção pela gravidade.
Quando pontos de navegação ficam abaixo do nível necessário, aumenta a pressão por alternativas. Por esse motivo, pode acontecer o aumento do transporte rodoviário no Brasil.
Como entra o transporte rodoviário de cargas na equação?
Como os produtos não podem ser transportados pelas águas em trechos afetados, o jeito é transportar pelas estradas.
Embora seja uma das melhores alternativas para o Brasil, há a preocupação do encarecimento de todos os produtos nos mercados, desde o café até os cosméticos.
O problema: a capacidade dos caminhões é muito menor e os custos com esse tipo de transporte são bastante altos.
Uma barcaça equivale a 60 carretas que podem transportar, no máximo, até 25 toneladas — veículos de tamanho médio.
Falando em custos, o transporte hidroviário tende a ser menos oneroso do que outras modalidades. Há estimativas de que os fretes hidroviários podem ser 62% mais baratos do que os rodoviários.
Além de tudo isso, a questão da segurança no trânsito torna-se um ponto de atenção, por conta de uma provável superlotação de caminhões na estrada e aumento de acidentes.
O que fazer para baratear os custos do transporte rodoviário?
Enquanto a crise hídrica impõe limites ao transporte por água, é possível e viável ter práticas na frota de caminhões para evitar que os preços se tornem exorbitantes.
Algumas práticas favoráveis para isso são:
- mapeamento de custos fixos, variáveis e defasados;
- identificação de oportunidades para eliminar ou reduzir custos, assim como encontrar investimentos que gerem um bom ROI para a empresa;
- programação da manutenção preventiva dos veículos;
- roteirização inteligente de entregas;
- controle de estoque e distribuição de cargas adequada;
- treinamento de equipe e motoristas;
- aquisição de veículos modernos, eficientes e com capacidade adequada;
- automatização dos processos da sua operação de transporte;
- gestão de multas;
- acompanhamento e monitoramento de transporte.
Realmente, não há como chegar num custo tão baixo quanto o do transporte hidroviário. Mas, seguindo as boas práticas e investindo nos recursos certos, o transporte rodoviário continua sendo uma alternativa durante períodos de crise hídrica.
Assine nossa newsletter para ficar por dentro de todos os assuntos logísticos.
Perguntas frequentes
Por que a falta de chuva afeta o transporte de cargas?
Qual a diferença de custo entre transporte hidroviário e rodoviário?
Quais riscos a migração da carga para as rodovias traz?
Como reduzir os custos do transporte rodoviário nesse cenário?
A seca já tinha interrompido o transporte hidroviário antes?
// newsletter
Conteúdo de gestão de frotas, direto no seu e-mail
Artigos sobre pneus, manutenção e operação de frotas. Sem spam.

