Novo na Prolog: Controle de Abastecimento. Feche o custo por km da sua frota.Novo: Controle de AbastecimentoConhecer o móduloConhecer
Atualidades

Como a crise hídrica afeta o transporte de cargas

Jade Zart Jade Zart 3 min de leitura
Como a crise hídrica afeta o transporte de cargas

Caso você ainda esteja em dúvida, existe, sim, um grande impacto da crise hídrica no transporte de cargas.

Para resumir: a falta de água afeta o transporte hidroviário de um alto volume de cargas, em sua maioria, agrícolas. Quando os rios ficam rasos, a navegação pode se tornar inviável e parte da carga precisa buscar outro caminho.

Ao mesmo tempo em que isso encarece os produtos, é preciso encontrar alternativas para que não ocorra a falta de abastecimento nas diversas regiões do país. Nesse momento, começamos a falar do transporte rodoviário de cargas.

Primeiro, vamos esclarecer melhor:

O que é a crise hídrica?

Ela é definida pela falta de abastecimento de água para uso humano nas cidades — causada pela falta de chuvas. Em 2021, cinco estados brasileiros enfrentaram a pior seca em 91 anos, e foi emitido pela primeira vez na história um alerta de emergência hídrica nesses estados.

Além da falta de água, a crise afeta (e encarece) diversos setores de nossas vidas: a produção de produtos agrícolas, a energia elétrica, a inflação e os custos da indústria.

Alguns especialistas afirmavam, naquele período, que a economia continuaria sofrendo os impactos. Por isso, vale tratar a crise hídrica como um risco recorrente para a logística, e não apenas como uma notícia de 2021.

Como o transporte hidroviário no Brasil é afetado?

A falta de chuvas e seca dos rios afeta a navegação dos navios transportadores. Não apenas em território brasileiro, mas em países vizinhos também — Argentina e Paraguai, principalmente.

Embora, naturalmente, exista um período de seca anual, períodos de estiagem mais severa podem deixar os rios rasos e tornar a navegação inviável em determinados trechos.

E, mesmo que já tenham acontecido diversos momentos de interromper operações de transporte hidroviário, como em 2014, na sub-bacia do Tietê-Paraná, a situação de 2021 chamou atenção pela gravidade.

Quando pontos de navegação ficam abaixo do nível necessário, aumenta a pressão por alternativas. Por esse motivo, pode acontecer o aumento do transporte rodoviário no Brasil.

Como entra o transporte rodoviário de cargas na equação?

Como os produtos não podem ser transportados pelas águas em trechos afetados, o jeito é transportar pelas estradas.

Embora seja uma das melhores alternativas para o Brasil, há a preocupação do encarecimento de todos os produtos nos mercados, desde o café até os cosméticos.

O problema: a capacidade dos caminhões é muito menor e os custos com esse tipo de transporte são bastante altos.

Uma barcaça equivale a 60 carretas que podem transportar, no máximo, até 25 toneladas — veículos de tamanho médio.

Falando em custos, o transporte hidroviário tende a ser menos oneroso do que outras modalidades. Há estimativas de que os fretes hidroviários podem ser 62% mais baratos do que os rodoviários.

Além de tudo isso, a questão da segurança no trânsito torna-se um ponto de atenção, por conta de uma provável superlotação de caminhões na estrada e aumento de acidentes.

O que fazer para baratear os custos do transporte rodoviário?

Enquanto a crise hídrica impõe limites ao transporte por água, é possível e viável ter práticas na frota de caminhões para evitar que os preços se tornem exorbitantes.

Algumas práticas favoráveis para isso são:

  • mapeamento de custos fixos, variáveis e defasados;
  • identificação de oportunidades para eliminar ou reduzir custos, assim como encontrar investimentos que gerem um bom ROI para a empresa;
  • programação da manutenção preventiva dos veículos;
  • roteirização inteligente de entregas;
  • controle de estoque e distribuição de cargas adequada;
  • treinamento de equipe e motoristas;
  • aquisição de veículos modernos, eficientes e com capacidade adequada;
  • automatização dos processos da sua operação de transporte;
  • gestão de multas;
  • acompanhamento e monitoramento de transporte.

Realmente, não há como chegar num custo tão baixo quanto o do transporte hidroviário. Mas, seguindo as boas práticas e investindo nos recursos certos, o transporte rodoviário continua sendo uma alternativa durante períodos de crise hídrica.

Assine nossa newsletter para ficar por dentro de todos os assuntos logísticos.

Perguntas frequentes

Por que a falta de chuva afeta o transporte de cargas?

Porque o transporte hidroviário depende do nível dos rios. A seca reduz a navegação dos navios transportadores, e não só em território brasileiro: Argentina e Paraguai também podem ser afetados. Existe um período de seca anual esperado, mas quando os rios ficam rasos e a navegação se torna inviável, a carga — em boa parte agrícola — precisa de outro modal, o que empurra volume para as rodovias.

Qual a diferença de custo entre transporte hidroviário e rodoviário?

O hidroviário tende a ser menos oneroso que outros modais, e há estimativas de fretes hidroviários 62% mais baratos que os rodoviários. A diferença de capacidade também pesa: uma barcaça equivale a 60 carretas que podem transportar, no máximo, até 25 toneladas cada. Por isso a migração para a estrada pressiona o preço de produtos que vão do café aos cosméticos.

Quais riscos a migração da carga para as rodovias traz?

São dois. O primeiro é o encarecimento: cada caminhão carrega muito menos que uma barcaça e o custo do modal é alto, o que pode se refletir no preço final dos produtos nos mercados. O segundo é a segurança no trânsito, que vira ponto de atenção diante de uma provável superlotação de caminhões nas estradas e do aumento de acidentes que pode vir com ela.

Como reduzir os custos do transporte rodoviário nesse cenário?

Algumas práticas aparecem como favoráveis: mapear custos fixos, variáveis e defasados; identificar oportunidades de eliminar ou reduzir custos e investimentos com bom ROI; programar a manutenção preventiva dos veículos; usar roteirização inteligente das entregas; controlar estoque e distribuição de cargas; treinar equipe e motoristas; adquirir veículos modernos e eficientes; automatizar processos; gerir multas; e acompanhar o transporte. Nenhuma iguala o custo do hidroviário, mas sustentam o rodoviário como alternativa durante a crise.

A seca já tinha interrompido o transporte hidroviário antes?

Sim. Operações de transporte hidroviário já foram interrompidas outras vezes — na sub-bacia do Tietê-Paraná, em 2014, por exemplo. A diferença está na gravidade de crises como a de 2021, quando cinco estados brasileiros enfrentaram a pior seca em 91 anos e foi emitido pela primeira vez na história um alerta de emergência hídrica nesses estados.

// newsletter

Conteúdo de gestão de frotas, direto no seu e-mail

Artigos sobre pneus, manutenção e operação de frotas. Sem spam.

Leia também

Conheça o Controle de Abastecimento da Prolog e feche o custo por km da frota