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Gestão de pneus

Descarte de pneus na frota: como reduzir as perdas antecipadas

Luiz Felipe Luiz Felipe 4 min de leitura
Descarte de pneus na frota: como reduzir as perdas antecipadas

Você precisa economizar mais na sua operação de transportes? O descarte de pneus pode ser um fator que está atrapalhando o seu objetivo de redução de custos.

Perder pneus antes de eles atingirem sua expectativa de vida útil não pode ser algo normal na sua frota. Ainda mais quando os custos de aquisição de apenas um pneu ultrapassam a marca de 2 mil reais.

Portanto, você precisa continuar lendo este post e entender mais sobre:

Qual é a média de descarte de pneus mensal em uma frota?

Cada operação tem uma média diferente, pois possui uma quantidade de placas e pneus própria. Para termos um exemplo, podemos analisar o caso de uma das empresas que já utiliza Prolog em sua operação

Essa operação tem em torno de 1.200 pneus e 76 placas na operação e, antes de iniciar uma rotina de gestão de pneus eficiente na frota, eles perdiam cerca de 11 pneus ao mês. 

Isto considerando apenas o descarte de pneus antecipado, não fazendo proveito de toda a vida útil do ativo.

Outra empresa, com pouco mais de 1.300 veículos, perdia, em média, 6 pneus ao mês, chegando até 8 perdas precoces em alguns períodos.

Para diferentes cenários, os números variam, mas o problema central é o mesmo: 

Encontrar soluções para diminuir os custos relacionados aos pneus da frota.

Qual a diferença entre os custos de aquisição x recapagem?

Enquanto um pneu novo pode custar até R$2.500,00, o processo de recapagem fica em torno de R$500,00. Claro, os preços variam conforme a região que você estiver, podendo ser acima ou abaixo deste valor. 

Porém, dificilmente o valor  para recapar um pneu será mais do que R$700,00. Portanto, você já tem um comparativo nítido do quanto poderia economizar com essa reforma dos pneus, ao invés de comprar novos itens todos os meses — esta é de, em média, R$1.800,00 por pneu.

Ou seja, se você perde 8 pneus ao mês, precisa arcar com um custo médio de R$20.000,00. Se você tivesse o acompanhamento desses ativos e os enviasse todos os 8 à recapagem, gastaria apenas R$4.000,00.

E, considerando que os pneus recapados têm uma durabilidade média de 2 anos, a economia gerada compensa demais.

Inclusive, trazemos essa comparação aqui, pois, um dos motivos mais comuns para o descarte de pneus antes da hora acontece, em boa parte dos casos, pela recusa de recape.

E por que a recusa de recape acontece?

O principal motivo é pela fadiga da carcaça do pneu ou quando os danos já são excessivos e não compensa mais consertar o pneu porque ele não voltará a ter condições para um bom desempenho em rota, sendo até perigoso de utilizar.

Agora, o que faz um pneu chegar nesses estágios é a falta de uma gestão apropriada.

Quando você deixa de realizar etapas na sua gestão, como a aferição de pneus e o controle do nível de desgaste, você perde informações que auxiliam na determinação dos prazos e previsões de troca dos ativos.

Assim, permite que os itens rodem até o seu limite, causando desgastes irregulares, bolhas ou cortes, entre outros danos, também gerados por rodar com os pneus com calibragem incorreta e que levam a recusa de recape.

O quanto você poderia economizar sem o descarte de pneus antes da hora?

Com uma diferença média de R$1.800,00 entre a compra e a recapagem de um pneu, a empresa que perde 11 pneus ao mês — e supondo que sejam comprados os mesmos 11 pneus neste período — poderia economizar cerca de R$19.800,00 em sua operação.

Contudo, a economia vai além disto, visto que implementar uma gestão de pneus na frota contribui na redução de custos com manutenções e combustível também. E esta é a resposta para a próxima pergunta:

Como evitar o descarte de pneus?

Para isso, você precisa da gestão de pneus na sua operação. Isso inclui realizar as inspeções regulares de pneus, fazendo o monitoramento da pressão e profundidade de sulcos dos ativos.

Quando notar que há problemas na calibragem, pode tomar as ações necessárias para correção, abrindo chamados para que seja corrigida a pressão. 

Da mesma maneira, se houver desgastes acelerados ou excessivos, pode analisar o histórico de informações sobre este pneu e buscar uma resposta que explique esse acontecimento — como a utilização de uma pressão de ar menor do que deveria ou a utilização do pneu em uma rota inadequada.

Mais importante na missão de prevenir o descarte de pneus antes da hora é acompanhar a profundidade dos sulcos até sua milimetragem mínima para ser enviado ao recape e, de fato, gerar a economia que você busca — geralmente, esta é de 3 mm.

A empresa que perdia 11 pneus ao mês, por exemplo, teve uma redução de 47,8% no descarte de pneus após adquirir um sistema de gestão de pneus com aferição eletrônica.

Quer saber o quanto você poderia estar economizando também? Faça o cálculo de sua economia utilizando esta calculadora do Prolog.

Perguntas frequentes

Estou perdendo pneus antes da hora, o que investigo primeiro?

O básico da gestão: aferir cada pneu e acompanhar o nível de desgaste. Sem esses dados, faltam as informações que ajudam a determinar prazos e previsões de troca, e o pneu acaba rodando até o limite — o que abre espaço para desgaste irregular, bolhas, cortes e outros danos, inclusive os gerados por rodar com calibragem incorreta. Com histórico registrado, dá para olhar um pneu específico e buscar a explicação: pressão abaixo da ideal, rota inadequada, e assim por diante.

Compensa mais comprar pneu novo ou mandar recapar?

Recapar tende a sair bem mais barato. O preço de um pneu novo pode chegar a R$ 2.500, enquanto a recapagem fica em torno de R$ 500 e dificilmente passa de R$ 700 — os valores variam conforme a região. A diferença média é de R$ 1.800 por pneu. Numa frota que perde 8 pneus por mês, comprar novos custa cerca de R$ 20.000; mandar esses mesmos 8 para recapagem sairia por R$ 4.000.

Por que a recapagem de um pneu é recusada?

O motivo principal é a fadiga da carcaça ou danos já excessivos: consertar deixa de compensar, porque aquele pneu não voltaria a ter condições de bom desempenho em rota — e chega a ser perigoso utilizá-lo. O que leva o pneu a esse estágio é a falta de uma gestão apropriada: sem aferição e sem controle de desgaste, ele roda até o limite e acumula avarias que inviabilizam o recape.

Quanto uma frota perde por mês com descarte antecipado?

Depende do tamanho e do perfil da operação. Uma frota de 1.200 pneus e 76 placas perdia algo em torno de 11 pneus por mês antes de estruturar a gestão; em outra, de pouco mais de 1.300 veículos, a média era 6 por mês, com picos de 8 em alguns períodos. Considerando a diferença média de R$ 1.800 entre comprar e recapar, e supondo a compra dos mesmos 11 pneus no período, quem perde 11 por mês poderia economizar cerca de R$ 19.800.

Em qual profundidade de sulco devo tirar o pneu de circulação?

A referência geral é 3 mm: acompanhar a profundidade dos sulcos até essa milimetragem mínima é o que permite enviar o pneu ao recape a tempo e gerar a economia buscada. Para isso, a inspeção precisa ser regular, com medição da pressão e da profundidade, e com chamados abertos assim que a calibragem sair do ideal.

Adotar um sistema de gestão de pneus reduz o descarte antecipado?

Numa frota de cerca de 1.200 pneus e 76 placas, sim: onde se perdiam 11 pneus por mês, o descarte caiu 47,8% depois de passar a fazer a gestão dos pneus em sistema, com aferição eletrônica. O ganho não fica só no pneu — adotar a gestão de pneus na frota também contribui para a redução de custos com manutenções e com combustível.

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