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Gestão de frotas

Gerenciamento de frotas: 5 dicas para amadurecer a gestão

Luiz Felipe Luiz Felipe 5 min de leitura
Gerenciamento de frotas: 5 dicas para amadurecer a gestão

Para atingir todos os objetivos da transportadora, o gerenciamento de frotas deve contar com o mínimo de erros possível.

A partir de hoje, você vai poder aplicar novos conhecimentos na sua gestão e começar a implementar alguns novos processos para melhorar algumas das ações na sua gestão de frotas.

Contudo, é importante que você tenha em mente: 

Antes de iniciar qualquer coisa, você precisa de um planejamento estratégico que defina a necessidade da nova ação sendo realizada (assim como a análise do porque ela é necessária), uma visão dos resultados que espera obter e qual é o passo a passo para que a implementação seja finalizada.

Agora, confira as dicas para colocar seu plano em prática:

1 – Atenção na contratação de pessoas e ofertas de treinamentos

Contratar pessoas sem as qualificações necessárias para pagar mais barato na mão-de-obra é algo que deve ser evitado. Os motoristas, por exemplo, têm um papel crucial na conservação dos veículos e na redução de custos da frota.

Claro que você pode trazer colaboradores com menos experiência e treiná-los para terem um bom desempenho, mas certifique-se de que estão todos aptos a encarar o trânsito rodoviário — afinal, eles também representam a imagem da empresa.

Por outro lado, você pode focar em contratar as pessoas mais experientes e bem recomendadas do mundo que, ainda assim, vai precisar investir em treinamentos. Embora a experiência que tiveram fora da sua empresa seja um benefício, é necessário que se adequem ao modelo de trabalho da frota também.

Portanto, elas devem passar por um período de adequação aos métodos aplicados na frota e devem receber treinamentos como qualquer outro colaborador receberia.

Inclusive, ao mesmo tempo em que um motorista iniciante não tem “as manhas” de um veterano, o motorista que já tem 30 anos de estrada também pode cometer erros que um novato não cometeria.

Os treinamentos devem ser para todos, independente se apresentaram os melhores resultados. Aprender e/ou relembrar nunca é demais.

2 – Tenha um meio de controle de processos e gerenciamento de frotas

Ao falhar em ter controle sobre os processos, você deixa de ganhar conhecimentos importantes na sua frota — que podem gerar economia, aumentar a eficiência e produtividade das operações.

A dizer um processo de inspeção veicular diário cujo motorista leva até 3 minutos para finalizar. Saber disto permite que você entenda quantas inspeções pode programar em um único dia, quantos inspetores são necessários para verificar todos os veículos da operação, entre outros.

Ter esse tipo de controle é essencial para você conseguir realizar um planejamento estratégico, definindo metas conscientes e, de fato, alcançáveis.

3 – Dialogue com os outros setores da cadeia de suprimentos

Os setores dessa cadeia de suprimentos incluem desde o fornecedor passando pela armazenagem, o transporte propriamente dito, o comerciante, etc. Depende um pouco do tipo de mercadoria, mas em qualquer situação, é preciso que todos os setores tenham uma comunicação clara e direta.

Na verdade, cada etapa tem um gestor, e esses sim devem estar em contato. É uma questão de alinhamento de tarefas, determinação de prazos e desvio de problemas que podem afetar o consumidor final — gerando uma perda de confiança da empresa contratante do transporte.

É, sim, um sistema complexo. Por isso a ajuda da tecnologia costuma ser utilizada, os sistemas de gerenciamento de frotas e supply chain, ERPs, TMSs, todos podem ajudar de alguma forma.

Para saber a melhor alternativa, é preciso entender antes o funcionamento da sua empresa e suas conexões — e aqui já relembramos o erro #2, controle seus processos para analisar o que realmente é necessário!

4 – Aplique diferentes tipos de manutenção na rotina da frota

É verdade que a manutenção corretiva é a mais comum, mas ela não deveria ser a mais realizada na frota, pois é mais cara e menos eficiente que as demais.

O cronograma da manutenção prevenção inclui a inspeção dos veículos em busca de problemas em potencial — como a necessidade de trocar o óleo do motor, de corrigir vazamentos, e assim por diante.

Quando você pula esse passo e espera uma situação acontecer para levar o veículo à manutenção corretiva, impacta toda a operação de transporte, gerando atrasos nas entregas, custos maiores e aumentando o tempo de ociosidade dos veículos.

Sabe o que é ainda pior?

Ter um caminhão problemático no meio da viagem. Os gastos para fazer o veículo continuar sua rota serão maiores por ser uma emergência e a credibilidade das oficinas e borracharias na estrada nem sempre é a melhor. 

Isso, também, considerando que um mecânico e todas as peças necessárias para a correção estão disponíveis.

Por esse motivo, o checklist de saída é tão importante. Uma inspeção geral do veículo para confirmar que ele está em condições de rodagem deve ser parte da rotina da frota.

5 – Faça a inspeção dos pneus

Existe um grau de diferença entre fazer a manutenção dos veículos e dos pneus. No momento da inspeção do veículo, deve-se analisar o pneu apenas superficialmente — existe algum desgaste notável em algum pneu?

Enquanto isso, na inspeção de pneus, a análise vai mais a fundo. Nesse momento, usa-se um aferidor específico para coletar as informações sobre a profundidade dos sulcos e a pressão de cada pneu no veículo.

Esses dados indicam a necessidade de calibragem dos pneus, assim como de troca ou reforma para cada peça.

Sabia que os pneus influenciam diretamente no consumo de combustível? Como são os itens em contato direto com o chão, eles afetam o veículo por inteiro. Assim, a cada problema que tiverem, você observará os resultados em uma incidência maior de problemas no veículo e/ou no aumento do consumo de combustível.

Você deve planejar um cronograma específico para essa inspeção — além da manutenção preventiva.
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Perguntas frequentes

O que fazer antes de mudar processos na gestão de frotas?

Montar um planejamento estratégico. Ele precisa definir por que a nova ação é necessária, que resultados se espera dela e quais etapas levam até o fim da implementação. Isso vale para qualquer nova ação na gestão de frotas. Ter controle sobre os processos atuais é o que permite definir metas conscientes e realmente alcançáveis nesse plano.

Motoristas experientes também precisam de treinamento?

Sim. A experiência trazida de fora é um benefício, mas o motorista ainda precisa se adequar aos métodos e ao modelo de trabalho daquela frota, passando por um período de adaptação e pelos mesmos treinamentos dos demais. Um condutor com 30 anos de estrada pode cometer erros que um iniciante não cometeria. Por isso o treinamento vale para todos, mesmo os que apresentam os melhores resultados.

Por que a manutenção corretiva não deveria ser a mais frequente na frota?

Porque, comparada às outras, ela custa mais e rende menos. Pular a inspeção preventiva e esperar o problema acontecer atrasa entregas, eleva custos e aumenta o tempo parado dos veículos. O pior cenário é um caminhão com defeito no meio da viagem: o conserto sai mais caro por ser emergência, e nem sempre há confiança nas oficinas e borracharias de estrada, nem mecânico e peças disponíveis. O checklist de saída existe para reduzir esse risco.

Qual a diferença entre inspecionar o veículo e inspecionar os pneus?

Na inspeção do veículo, o pneu é olhado apenas de forma superficial, em busca de algum desgaste visível. Já a inspeção de pneus aprofunda a análise: um aferidor específico coleta, pneu a pneu, a pressão e a profundidade dos sulcos, e esses dados indicam necessidade de calibragem, troca ou reforma. Como os pneus afetam o consumo de combustível e o veículo inteiro, essa inspeção merece um cronograma próprio, separado da manutenção preventiva.

Por que o gestor de frotas deve dialogar com a cadeia de suprimentos?

Porque fornecedor, armazenagem, transporte e comerciante dependem de comunicação clara e direta para alinhar tarefas, fixar prazos e desviar de problemas capazes de afetar o consumidor final e gerar perda de confiança da contratante. Cada etapa tem um gestor, e são eles que precisam estar em contato. Sistemas de gerenciamento de frotas, de supply chain, ERPs e TMSs podem ajudar, mas a escolha depende de antes entender o funcionamento da empresa e seus processos.

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