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Gestão de frotas

Custo mensal de um caminhão: como calcular

Jade Zart Jade Zart 5 min de leitura
Custo mensal de um caminhão: como calcular

Para compreender o custo mensal de um caminhão, é preciso conhecer o que compõem esses custos e qual a melhor maneira de calcular cada um.

Por isso, manter um registro de quais são os custos, a data em que as despesas aconteceram e o motivo do ocorrido é fundamental para uma gestão mais eficiente e de alta precisão.

Conheça a seguir:

Qual é o custo mensal de um caminhão?

O custo mensal de um caminhão é influenciado por diversos fatores, desde seu custo de aquisição até a quantidade de serviços corretivos realizados ao longo do tempo. 

No entanto, esse custo não é constante de mês em mês. Ele pode variar significativamente, sendo mais alto em meses em que ocorrem falhas mecânicas necessitando de grandes correções, e mais baixo em meses que apenas passa por inspeções preventivas.

Para determinar o custo mensal de um caminhão, é preciso entender todos os custos que esse tipo de veículo gera na frota. Além de compreender como esses valores devem ser considerados no cálculo geral do custo mensal do caminhão.

Tipos de custo mensal de um caminhão

Custos fixos de um caminhão

Custos que permanecem constantes ao longo do tempo são considerados custos fixos da frota. Para um caminhão, isso inclui despesas de: licenciamento, IPVA, depreciação e seguro obrigatório. 

Esses valores devem ser utilizados para o cálculo de custo fixo do caminhão:

Custo fixo do caminhão = (Custo anual / 12 meses) / número de dias que esse veículo é utilizado

Custos variáveis de um caminhão

Todo custo que possui variação ao longo do tempo é categorizado como um custo variável da frota. Quando se trata de um caminhão, isso engloba despesas como abastecimento, manutenção dos veículos, aquisição e conservação de pneus, lubrificantes, entre outros.

Gerenciar os custos variáveis é mais complexo e desafiador do que os custos fixos, pois não há uma maneira precisa de criar padrões. Por isso, é essencial implementar métodos e sistemas de gestão que facilitem a coleta e armazenagem de dados. 

Isso torna mais prático o acesso e interpretação das informações relacionadas à rotina da frota.

Por exemplo, um dos aspectos dos custos variáveis é o custo médio de manutenção de caminhão que, por natureza, requer controle próximo e individualizado. Afinal, ele considera desde a aquisição de peças para substituição até revisões dos veículos. 

Custos de estoque, limpeza interna e externa dos veículos, mão de obra para serviços preventivos e corretivos e ferramentas utilizadas no processo também são considerados. 

Isso reforça a necessidade de um planejamento de frotas sólido e uma organização eficiente em cada setor da sua operação.

Outros tipos de custo mensal de um caminhão

Para um conhecimento mais aprofundado do funcionamento de veículos pesados, é possível calcular diferentes tipos de custos, além dos custos fixos e variáveis de um caminhão.

O custo do ativo do caminhão é um exemplo disso, que considera todos os valores desde a aquisição do veículo até o descarte no final de sua vida útil. Esse cálculo é crucial para avaliar a aquisição de novos veículos e identificar quais modelos apresentam as melhores métricas e custo benefício para a sua frota.

Outra alternativa é calcular o custo por viagem, um indicador que avalia a quilometragem rodada, gastos com o motorista (alimentação, hospedagem, hora extra, etc.) e a depreciação do veículo. Com esses dados em mãos, você pode analisar fatores de melhoria, como a otimização de rotas.

Realizar o levantamento dos custos com multas também é importante, pois pode sinalizar problemas na sua gestão de motoristas e rotas. Identificar as principais ocorrências e os valores mais altos (que, geralmente, são as infrações mais graves) oferece uma base sólida para implementar as medidas corretivas mais adequadas.

Custos de um caminhão parado

O custo do caminhão parado inclui, principalmente, a perda de oportunidades e a diária do motorista. A perda de oportunidades surge quando o veículo não está em operação para gerar ou atender novas demandas de serviço, seja por estar em uma etapa de carga/descarga de produtos ou parado para correção de falhas mecânicas.

Segundo a legislação brasileira, o período máximo que o caminhão pode permanecer parado para carga ou descarga é de 5 horas. Para evitar problemas, é fundamental possuir evidências do horário de chegada e saída das instalações onde isso ocorre. 

Ultrapassar esse limite estabelecido resulta em um valor de ressarcimento determinado pela lei.

A diária do motorista é um custo adicional relevante, porque cada motorista tem um limite diário de horas trabalhadas e exceder essas horas requer a aplicação de valores de hora extra. Além disso, em rotas mais longas, já há mais despesas envolvidas, como de alimentação e hospedagem.

O custo da hora parada (CHP) é calculado a partir do custo fixo mensal do caminhão (CFM), o total de horas trabalhadas com o caminhão e a taxa de remuneração e administração do serviço

O cálculo é: CHP = CFM / horas trabalhadas X taxa de remuneração

Como calcular o custo operacional de um caminhão?

Além de calcular cada item individualmente, como demonstrado nos cálculos de custos fixos, variáveis e de caminhão parado, também é preciso entender o custo total de um caminhão por mês.

Para isso, você deve utilizar todos os valores obtidos e soma-los em uma única conta: 

Custo Total do Caminhão = Custos Fixos + Custos Variáveis + CHP 

Para avaliar o custo mensal de um caminhão, aplique essa fórmula utilizando apenas os dados referentes ao período em questão. Repita esse procedimento mês após mês para entender a variação dos custos ao longo do tempo.

Quer começar a entender melhor o custo mensal de um caminhão? Então utilize nossos materiais gratuitos! Temos desde a planilha de custos de manutenção de caminhão até para controle de multas e gastos associados. Confira todos eles aqui.

Perguntas frequentes

Como calcular o custo mensal de um caminhão?

Some os três blocos de despesa do período: custos fixos, custos variáveis e custo da hora parada (CHP). Fixos mais variáveis mais CHP dão o custo total do caminhão, e a conta usa apenas os valores referentes ao mês em questão. Repetindo o procedimento mês após mês, você passa a enxergar como o gasto do veículo varia ao longo do tempo, em vez de olhar um número isolado.

O que entra nos custos fixos e nos variáveis de um caminhão?

Nos fixos ficam as despesas que permanecem constantes ao longo do tempo: licenciamento, IPVA, depreciação e seguro obrigatório. O cálculo indicado é dividir o custo anual por doze meses e depois pelo número de dias em que o veículo é utilizado. Nos variáveis entram abastecimento, manutenção, aquisição e conservação de pneus e lubrificantes, entre outros — grupo mais difícil de padronizar, que exige métodos e sistemas para coletar e armazenar os dados.

Quanto tempo um caminhão pode ficar parado para carga e descarga?

Pela legislação brasileira, o período máximo de permanência para carga ou descarga é de cinco horas; passar disso gera um ressarcimento cujo valor a própria lei determina. Por isso é fundamental guardar evidências do horário de chegada e de saída das instalações onde a operação acontece. Essa parada também entra na conta pela perda de oportunidade e pela diária do motorista.

Como calcular o custo da hora parada (CHP)?

O custo da hora parada nasce de três informações: o custo fixo mensal do caminhão (CFM); quantas horas o veículo trabalhou; e a taxa de remuneração e de administração do serviço. Divide-se o CFM pelas horas trabalhadas e multiplica-se o resultado pela taxa de remuneração; o valor obtido é o CHP. Ele importa porque caminhão parado segue custando: entram a perda de oportunidade, quando o veículo não gera nem atende novas demandas, e a diária do motorista.

Além de fixos e variáveis, que outros custos vale acompanhar?

Um deles é o custo do ativo, que reúne tudo o que o veículo custou, da aquisição ao descarte no fim da vida útil, e ajuda a avaliar quais modelos entregam melhor custo-benefício na hora de comprar. Outro é o custo por viagem, que considera a quilometragem rodada, o que se gasta com o motorista em alimentação, hospedagem e hora extra, e a depreciação. E o levantamento das multas, que pode sinalizar problemas na gestão de motoristas e de rotas.

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