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Gestão de pneus

Custos logísticos: onde a gestão de pneus economiza

Luiz Felipe Luiz Felipe 4 min de leitura
Custos logísticos: onde a gestão de pneus economiza

Os custos logísticos somam os gastos de uma empresa após a fabricação de um determinado produto até que ele chegue ao seu destino.

O conceito engloba investimentos que vão desde o transporte da mercadoria à valores de impostos, operações de distribuição, entre outros.

Conforme apontam os dados do Instituto de Logística e Supply Chain (Ilos), os custos logísticos sobem continuamente desde 2012 e já superam a marca de 6,8% do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil. Isto é o equivalente a R$ 401 bilhões, somente em operações de transporte.

Dependendo de como você realiza a sua gestão, os impactos no caixa da empresa podem ser bastante negativos. Por isso, você precisa de um controle financeiro mais rigoroso, principalmente sobre custos como combustível, pneus e manutenção — os três principais de uma frota.

Hoje, especificamente, vamos conhecer porque a gestão de pneus reduz os custos da operação. Mas, primeiro:

Quais são os custos logísticos em uma operação de transporte?

Os custos podem ser divididos em fixos e variáveis. Respectivamente, custos que não sofrem variação e custos que podem mudar conforme a distância percorrida.

Os custos fixos são calculados todos os meses, mesmo que o veículo não esteja em uso, e englobam:

  • Licenciamento e reposição do veículo;
  • Valor do seguro;
  • Salário dos profissionais envolvidos;
  • Entre outros.

Já os custos variáveis abrangem:

  • Pedágio;
  • Valor do combustível;
  • Peças de manutenção;
  • Mão de obra dos consertos;
  • Acessórios para o veículo e transporte;
  • Revisão dos pneus;
  • Recapagem dos pneus;
  • Entre outros.

Os custos em pneus ficam atrás apenas do gasto em combustível, geralmente representando o segundo maior custo na operação de transportes. 

A gestão de pneus surge, assim, como uma alternativa para ter maior controle e visibilidade dos pneus, além de impactar na diminuição do gasto com combustível, gerando economia para a frota.

Por que a gestão de pneus ajuda na redução de custos logísticos?

A checagem regular prolonga a vida útil do pneu, evitando o descarte antecipado da peça e permitindo a recapagem preventiva dos pneus. Por consequência, diminuindo a necessidade de mais compras em um período menor de tempo.

Ou seja, se antes de uma gestão de pneus você comprava 10 peças em 2 meses, você pode passar a comprar apenas a metade disso. Com algum tempo, pode reduzir ainda mais a proporcionalidade de descartes e compras — confira este case.

Dessa forma, existe a redução de custos logísticos em gastos com novos ativos para a frota.

Em adição: 

Por durarem mais, os pneus com manutenção regular têm menor probabilidade de ocasionar problemas na dirigibilidade. Afinal, pneus inflados incorretamente fazem com que o veículo não responda adequadamente.

Com a gestão de pneus, é possível evitar acidentes e eventos que forcem o caminhão a ficar parado. Além disso, colabora para o bom desempenho de sua função e evita reboques.

Quando a inspeção de pneus é deixada de lado, peças como amortecedores, molas e itens de direção são diretamente afetadas, impactando a usabilidade do veículo e diminuindo o tempo de uso deste.

O que é gestão de pneus?

A gestão de pneus garante que o veículo circule adequadamente, sem imprevistos como estouro de pneu, aquaplanagem ou tombamentos.

Rodar com os pneus abaixo da calibragem indicada, por exemplo, pode ocasionar deformidades, prejudicando não só a estrutura do pneu, mas gerando gastos com a sua troca e consumindo mais combustível.

O controle de pneus entra, então, como um método de otimização que impede esses problemas. Sendo responsável por controlar tudo o que diz respeito a esta peça, como:

  • Determinar o período ideal para realizar o rodízio;
  • Definir quando trocar ou reformar os pneus;
  • Sugerir práticas para não acelerar o desgaste;
  • Etc.

Quais são os outros meios de trazer mais economia para a frota?

Como vimos, a gestão de frotas pode contribuir para o aumento de lucro, maior concorrência da empresa no mercado e diminuição de impactos na renda com estratégias bem pensadas.

O mapeamento dos processos é a primeira dessas estratégias. A partir da padronização de atividades, pode-se otimizar o tempo para a realização de outros procedimentos.

Por mais que a execução manual de tarefas seja mais acessível, apostar na automatização de tarefas com o uso de sistemas é a sua melhor alternativa — permitindo que os colaboradores executem a rotina de maneira mais eficiente.

Para maior produtividade e organização, busque sistemas que possibilitem a integração de dados, evitando retrabalhos, perdas e/ou duplicação de dados. Com isso, você tem informações concretas e atualizadas, colaborando para decisões mais precisas e inteligentes.

Que tal começar a colocar em prática o que você aprendeu e gerar mais economia na sua frota?

Confira o nosso Kit de Gestão de Frotas contendo materiais de estudos e ferramentas práticas para a rotina das suas operações de transporte — modelos de checklist + planilha de controle de pneus!

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Perguntas frequentes

O que são custos logísticos?

São os gastos que uma empresa acumula depois que o produto fica pronto, até que ele chegue ao destino final. O conceito engloba investimentos que vão do transporte da mercadoria a valores de impostos e operações de distribuição, entre outros. Numa frota, o controle financeiro precisa ser mais rigoroso principalmente sobre combustível, pneus e manutenção, que são os três principais custos da operação.

Quanto os custos logísticos representam no Brasil?

O Instituto de Logística e Supply Chain (Ilos) aponta que os custos logísticos sobem sem parar desde 2012 e já passam de 6,8% do Produto Interno Bruto brasileiro. São cerca de R$ 401 bilhões apenas nas operações de transporte. Dependendo de como a gestão é feita, o impacto no caixa da empresa pode ser bastante negativo, o que explica a exigência de um controle financeiro mais rigoroso sobre combustível, pneus e manutenção.

Quais são os custos fixos e variáveis de uma operação de transporte?

Os fixos não sofrem variação e são calculados todos os meses, mesmo com o veículo parado: licenciamento, reposição do veículo, seguro, salário dos profissionais envolvidos, entre outros. Os variáveis mudam conforme a distância percorrida: pedágio, combustível, peças, mão de obra dos consertos, acessórios do veículo, revisão e recapagem dos pneus, entre outros. Numa frota, os pneus ficam atrás apenas do gasto com combustível.

Por que a gestão de pneus reduz os custos logísticos?

Porque checar os pneus com regularidade prolonga a vida útil da peça, evita o descarte antecipado e abre espaço para a recapagem preventiva, o que reduz a necessidade de novas compras em menos tempo — quem comprava dez peças em dois meses pode passar a comprar metade. Pneus com manutenção regular também têm menor probabilidade de causar problemas de dirigibilidade, o que ajuda a evitar acidentes e paradas do caminhão.

O que é gestão de pneus?

É o método de controle que cuida de tudo o que diz respeito a essa peça, ajudando o veículo a circular sem imprevistos, entre eles estouro, aquaplanagem e tombamento. Na prática, envolve tarefas como definir o período ideal do rodízio, decidir quando trocar ou reformar cada pneu e sugerir práticas que evitem desgaste acelerado. Rodar com pressão inferior à calibragem indicada, por exemplo, pode gerar deformidades, gastos com troca e mais consumo de combustível.

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