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Gestão de pneus

Sulco do pneu: por que a moeda de 1 real não serve

Luiz Felipe Luiz Felipe 3 min de leitura
Sulco do pneu: por que a moeda de 1 real não serve

Com certeza você já ouviu falar no truque da moeda de 1 real para medir a profundidade dos sulcos do pneu, mas está na hora de entender que esse método não é oficial nem confiável.

Para começar, a moeda não gera dados para a sua frota. Depois, ela não garante precisão como um aparelho medidor o faz. Afinal, você está fazendo tudo “no olho” e a profundidade dos sulcos é muito importante para ser negligenciada dessa forma.

Portanto, embora possa ser um recurso emergencial quando você não tiver mesmo nenhuma outra maneira de conferir essa informação, o método da moeda deve ser evitado.

Qual é a profundidade dos sulcos do pneu?

Primeiro, os sulcos são as ranhuras do pneu, as cavidades que formam o desenho dele. A função destes é escoar água, diminuir ruídos, ajudar na refrigeração dos pneus e garantir a aderência à pista, seja seca ou molhada.

A profundidade deles é a indicação do desgaste de um pneu.

Enquanto o mínimo recomendado é de 1,6 mm (inclusive, é estabelecido por lei que é proibido rodar abaixo deste limite), o recomendado é que a banda de rodagem seja trocada quando a profundidade estiver entre 3mm e 4 mm.

Porém, vale ressaltar que essa medida varia de acordo com a frota, veículo e até mesmo marca de pneu.

Como funciona o indicador de desgaste (TWI)?

O TWI (Tread Wear Indicator), ou indicador de desgaste do pneu, existe em praticamente todos os pneus hoje em dia. Ele é, como o nome já diz, um indicador para saber se o pneu ainda está em condições de rodar ou não.

Ele fica “no fundo” dos sulcos do pneu. Dessa maneira, quando estiver no limite do desgaste, se tornará visível, indicando que é hora de trocar esse pneu. Embora não seja visível antes desta hora, ele é um indicador da profundidade dos sulcos. 

Qual é o truque da moeda de 1 real?

Sabe a moeda de 1 real, aquela faixa amarelada ao redor dela? Então, esta contém os 1,6 mm indicados como medida mínima para o pneu rodar com segurança. Assim, o truque consiste em encaixar a moeda no desenho do sulco do pneu e observar se a borracha fica acima ou abaixo dessa faixa.

O problema com isso é que, normalmente, quando esse truque funciona, você já perdeu o pneu e não tem mais nem a possibilidade de fazer um processo de recapagem.

Use esse método ao invés disso

Tanto o TWI quanto a moeda podem te mostrar, basicamente, a hora de trocar o pneu. Porém, nenhum dos dois ajuda a controlar o desgaste ou buscar soluções para aumentar a durabilidade dos pneus da frota.

Mais que isso, você não tem precisão na medição da profundidade dos sulcos com esses dois métodos — nem coleta dados valiosos para tomar decisões mais inteligentes.

Ao contrário, o aferidor eletrônico tem precisão de 99% nas suas medições, coleta todos os dados aferidos durante a inspeção dos pneus e ainda guarda tudo em uma base que gera relatórios e automatiza análises para você.

Dessa forma, você recebe um controle rigoroso sobre os pneus, deixando você sempre a frente de desgastes irregulares e/ou excessivos e que tipo de solução aplicar para corrigir os problemas.

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Perguntas frequentes

Qual é a profundidade mínima do sulco do pneu?

Por lei, é proibido rodar com profundidade abaixo de 1,6 mm — esse é o mínimo. Mas o recomendado é trocar a banda de rodagem antes disso, quando a medida estiver entre 3 mm e 4 mm. Esse número não é fixo para todo mundo: varia conforme a frota, o veículo e até a marca do pneu, então vale acompanhar o comportamento do desgaste na sua operação.

Por que o truque da moeda de 1 real não serve para a frota?

A faixa amarelada da moeda corresponde aos 1,6 mm mínimos, e o truque é encaixá-la no desenho do sulco para checar se a borracha está acima ou abaixo dessa marca. O problema é o momento: normalmente, quando o teste acusa o limite, o pneu já se perdeu e nem a recapagem é mais possível. Fora isso, o método não garante precisão nem gera dado para a gestão.

Para que servem os sulcos do pneu?

Os sulcos são as ranhuras do pneu — cavidades que compõem o desenho da banda de rodagem. Elas servem para escoar a água, reduzir ruído, auxiliar na refrigeração do pneu e garantir aderência à pista, seca ou molhada. E a profundidade dessas ranhuras é a indicação do desgaste da peça, por isso ela é a medida acompanhada na inspeção.

O indicador TWI resolve o problema?

O TWI (Tread Wear Indicator) existe em praticamente todos os pneus e fica no fundo do sulco: quando o desgaste chega ao limite, ele aparece e sinaliza a hora de trocar. Só que ele é justamente isso — um aviso de fim de vida. Nem o TWI nem a moeda ajudam a controlar o desgaste ao longo do tempo ou a buscar formas de aumentar a durabilidade dos pneus.

O que ganho medindo com aferidor eletrônico?

Precisão de 99% nas medições, para começar. O aferidor eletrônico também recolhe cada dado obtido durante a inspeção dos pneus e guarda tudo numa base que gera relatórios e automatiza as análises. Aí está a diferença para a moeda e o TWI: em vez de só descobrir a hora da troca, você passa a controlar o desgaste e a agir sobre desgastes irregulares ou excessivos.

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