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Gestão de pneus

Quais são os melhores parâmetros para a aferição de pneus?

Jean Zart Jean Zart 4 min de leitura
Quais são os melhores parâmetros para a aferição de pneus?

Manter os pneus da frota em perfeito estado é essencial, mas muitos gestores ainda enfrentam dificuldades em definir os parâmetros ideais de aferição, especialmente ao lidar com diferentes tipos de carga e condições de estrada.

Abaixo, explicamos detalhadamente como abordar essas questões de maneira prática e eficaz: 

Quais são os melhores parâmetros para a aferição de pneus?

Entre os mais importantes, está a pressão de calibragem, que mede a quantidade de ar dentro do pneu e é expressa em PSI (libras por polegada quadrada). Isso porque a pressão inadequada pode causar desgaste irregular, aumento no consumo de combustível e até mesmo acidentes. 

Outro parâmetro é o sulco do pneu, ou seja, a profundidade das ranhuras na superfície do pneu. Sulcos abaixo de 1,6 mm comprometem a aderência e elevam o risco de acidentes em condições adversas, como em estradas molhadas.

Além disso, é importante monitorar o desgaste irregular, que pode indicar problemas na distribuição de peso ou no alinhamento do veículo, interferindo diretamente na performance do pneu.

Como ajustar os parâmetros conforme a carga e o tipo de estrada?

Cada operação tem suas particularidades, e ajustar os parâmetros conforme as condições é indispensável para um bom desempenho. Confira alguns exemplos:

  • Estradas não pavimentadas ou irregulares

A pressão ideal dos pneus varia conforme o peso aplicado sobre cada um deles. No entanto, medir esse peso com precisão pode ser um desafio. Nesse caso, a indicação é: “peso máximo requer pressão máxima”.

Caso a informação do peso incidente não esteja disponível de forma precisa, utilize sempre a pressão máxima indicada pelo fabricante, que pode ser encontrada na lateral do pneu. Perdas por excesso de pressão são infinitamente menores que por falta de pressão.

  • Cargas irregulares ou mal distribuídas

Antes de ajustar os pneus, garanta a correta distribuição do peso no veículo. Utilize o balanceamento adequado para evitar sobrecarga em um dos lados do caminhão, o que pode levar ao desgaste desigual.

É importante ressaltar que, embora existam boas práticas para esses ajustes, monitorar os dados dos pneus regularmente é indispensável. Utilizar ferramentas, como aferidores eletrônicos, ajuda a identificar variações de pressão, desgaste irregular e outros indicadores que podem apontar a necessidade de ajustes adicionais.

Afinal, nem todas as condições são previsíveis, e cada operação pode apresentar desafios únicos.

Dessa forma, o segredo está em realizar aferições frequentes, registrar as condições dos pneus e estar atento a qualquer sinal de irregularidade no desempenho. Com esse acompanhamento constante, é possível corrigir desvios antes que eles gerem custos elevados ou comprometam a segurança.

Dicas práticas para ajustar e monitorar os parâmetros

Realize inspeções regulares

Inspeções frequentes dos pneus ajudam a identificar problemas antes que se tornem críticos, como desgastes irregulares, cortes ou pressão inadequada.

Essa prática é essencial para evitar falhas que poderiam impactar a segurança e aumentar os custos operacionais. Utilize checklists eletrônicos ou ferramentas específicas para documentar cada inspeção e manter um histórico detalhado dos pneus.

Use a tecnologia a seu favor

A adoção de ferramentas tecnológicas, como aferidores eletrônicos e sistemas de gestão de pneus, simplifica o acompanhamento dos parâmetros.

Esses dispositivos permitem aferições rápidas e precisas, enviando dados automaticamente para uma plataforma centralizada. Com isso, o gestor pode visualizar tendências, identificar desvios e tomar decisões informadas em tempo real.

Estabeleça um calendário de ajustes preventivos

Além de monitorar os parâmetros, é essencial ter um cronograma de ajustes preventivos, alinhado às condições das rotas e às demandas operacionais da frota.

Por exemplo, antes de longas viagens ou operações em terrenos adversos, revise a calibragem, verifique o estado geral dos pneus e ajuste os parâmetros conforme a carga. Essa prática reduz o risco de paradas inesperadas e otimiza o desempenho dos pneus ao longo do tempo.

Manter os pneus da sua frota em condições ideais vai muito além da manutenção básica. O ajuste correto dos parâmetros pode gerar economia e melhorar a eficiência de suas operações de maneira geral.

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Perguntas frequentes

Não sei qual pressão usar nos pneus que rodam em estrada de terra. Como decido?

A pressão ideal varia conforme o peso que incide sobre cada pneu, e medir esse peso com precisão costuma ser difícil. A regra para esse caso é direta: peso máximo pede pressão máxima. Sem a informação precisa do peso incidente, use sempre a pressão máxima que o fabricante indica na lateral do pneu. As perdas causadas por excesso de pressão são bem menores do que as causadas por falta.

Meus pneus estão gastando de forma desigual. O que isso costuma indicar?

O desgaste irregular pode apontar falha no alinhamento do veículo ou peso mal distribuído sobre os eixos, e interfere direto na performance da peça. Pressão inadequada também produz esse efeito. Por isso, antes de mexer na calibragem, garanta a distribuição correta do peso e balanceie a carga para que nenhum lado do caminhão fique sobrecarregado, porque é daí que vem o desgaste desigual.

Com que frequência preciso aferir os pneus da frota?

Aferir com frequência é o núcleo da rotina: registre as condições de cada pneu e reaja ao primeiro sinal de desempenho fora do padrão, porque nem toda condição é previsível e cada operação pode apresentar desafios próprios. Some a isso um calendário de ajustes preventivos alinhado às rotas e à demanda: antes de viagens longas ou de operações em terreno adverso, revise a calibragem e o estado geral das peças.

O que olhar ao escolher uma ferramenta para controlar a aferição de pneus?

Se ela permite aferições rápidas e precisas e envia os dados automaticamente para uma plataforma centralizada, onde o gestor consegue ver tendências e identificar desvios. Aferidores eletrônicos, somados a um sistema que reúna o histórico, fazem esse papel; checklists eletrônicos ajudam a documentar cada inspeção. Para dimensionar o que isso vira em escala, a Prolog acompanha mais de 740 mil pneus ativos.

É pior calibrar acima ou abaixo do recomendado?

Entre os dois desvios, o excesso de pressão tende a custar bem menos do que a falta. É por isso que, quando não há como saber o peso que incide sobre cada pneu, a saída é usar a pressão máxima indicada pelo fabricante. Isso não transforma a calibragem alta em alvo: pressão inadequada, em qualquer direção, pode causar desgaste irregular, elevar o consumo de combustível e até levar a acidentes.

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