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Gestão de pneus

Ressolagem de pneus: de 2 a 5 no pneu de carga

Jean Zart Jean Zart 4 min de leitura
Ressolagem de pneus: de 2 a 5 no pneu de carga

Os gestores de frota frequentemente se perguntam: qual a quantidade de ressolagens do pneu para que ele continue rodando de maneira segura e eficiente?

Esse processo de ressolagem, também conhecido como recapagem ou reforma, é uma prática importante na gestão de pneus de frota. Além de prolongar a vida útil dos pneus, ele reduz custos operacionais e contribui para a sustentabilidade.

Se cada pneu da frota for descartado prematuramente sem passar por ressolagens, o impacto financeiro pode ser grande. Por outro lado, ao realizar ressolagens de forma eficiente, você consegue aproveitar melhor a carcaça e melhorar a conta de custo por quilômetro antes de comprar pneus novos.

Confira abaixo o passo a passo:

Qual é a quantidade ideal de ressolagens do pneu?

Entenda o limite técnico do pneu

A quantidade ideal de ressolagens varia de acordo com o tipo e a qualidade do pneu. Pneus de carga, especialmente aqueles de marcas premium e com carcaças robustas, podem suportar de 2 a 5 ressolagens, dependendo das condições de uso e manutenção.

É importante verificar as recomendações do fabricante, que geralmente indicam o número máximo de reformas suportadas pela carcaça sem comprometer a segurança. Também vale lembrar que a reforma de pneus é uma atividade regulada: o fornecedor deve atender ao regulamento aplicável e o pneu reformado precisa ser identificado como reformado, recapado, recauchutado ou remoldado, conforme o processo.

Avalie o estado da carcaça

Antes de cada ressolagem, a carcaça deve passar por uma inspeção para identificar danos estruturais, como rachaduras, separação de camadas, desgaste irregular ou outros sinais que exijam avaliação profissional.

Uma carcaça em boas condições é a base para uma ressolagem segura e eficaz. Caso apresente danos irreparáveis, nenhum tipo de reforma deve ser realizada, porque a segurança depende do estado real da carcaça antes de receber uma nova banda de rodagem.

Considere o tipo de uso e as condições das operações

Pneus utilizados em terrenos severos, como obras ou mineração, tendem a sofrer maior desgaste, reduzindo a quantidade de ressolagens possíveis. Já aqueles usados em rodovias bem conservadas, com condições menos agressivas, podem ser recapados mais vezes.

Lembre-se de que o histórico operacional do pneu impacta diretamente sua durabilidade. Manutenção preventiva adequada, como rodízios, calibragem regular e inspeções periódicas de pressão, desgaste da banda e danos, pode aumentar a vida útil e a quantidade de reformas viáveis.

Priorize processos de ressolagem de qualidade

Escolher um fornecedor de ressolagem certificado e confiável é crucial. Um processo de reforma mal executado pode comprometer a carcaça e até mesmo aumentar os riscos de acidentes.

Certifique-se de que a oficina utiliza técnicas modernas e inspeciona todos os pneus antes e após o processo. No Brasil, a prestação do serviço de reforma depende de registro aplicável, e o processo deve seguir avaliação de conformidade para que o pneu reformado não ofereça riscos que comprometam a segurança dos usuários.

Acompanhe o custo por quilômetro (CPK) do pneu

A decisão sobre a quantidade ideal de ressolagens também deve levar em conta o custo benefício.

A cada reforma, o custo por quilômetro deve ser analisado. Essa conta considera quanto custa percorrer uma certa distância com cada pneu da operação e inclui o valor de compra, consertos e serviços de recapagem. Quando o custo de manutenção e reforma se aproxima do valor de adquirir um pneu novo, é hora de considerar o descarte.

Monitore o desempenho pós-ressolagem

Após cada recapagem de pneus, acompanhe o desempenho do ativo com indicadores como consumo de combustível, desgaste e aderência.

Caso perceba um declínio acentuado no desempenho, mesmo após uma reforma de qualidade, pode ser um sinal de que a carcaça atingiu seu limite. Acompanhar a profundidade de sulco também ajuda a definir o momento de uma nova recapagem ou substituição, mantendo o CPK sob controle.

Adote sistemas de gestão de pneus

Ferramentas digitais de gestão de pneus são excelentes aliadas para controlar o histórico de ressolagens, organizar inspeções e acompanhar o estado das carcaças a partir dos registros feitos pela equipe.

Sistemas como o Prolog App permitem acompanhar cada pneu da frota, da compra ao descarte, controlar prazos e cronogramas de inspeção e registrar informações detalhadas, como número de reformas realizadas, medições de profundidade de sulco e datas de inspeções.

De modo geral, determinar a quantidade ideal de ressolagens do pneu depende de diversos fatores, incluindo a marca e o tipo de pneu, o ambiente de uso, a qualidade da manutenção realizada e o histórico de cada carcaça.
Quer ter controle total sobre as ressolagens e maximizar a eficiência da sua frota? Com o Prolog App, você simplifica a gestão de pneus e toma decisões baseadas em registros confiáveis de inspeções e manutenção. Agende uma demonstração gratuita do nosso sistema!

Perguntas frequentes

Quantas vezes um pneu pode ser ressolado?

A quantidade muda conforme o tipo e a qualidade de cada pneu. Os de carga, sobretudo de marcas premium, com carcaças robustas, podem aguentar de 2 a 5 ressolagens, a depender das condições de uso e da manutenção recebida. Vale checar as recomendações do fabricante, que costumam indicar o número máximo de reformas que aquela carcaça suporta sem comprometer a segurança.

Quanto a ressolagem economiza em relação a comprar pneu novo?

A economia varia conforme preço de compra, custo da reforma, consertos, manutenção e quilometragem entregue por cada ciclo. Por isso, descartar cada pneu prematuramente, sem avaliar a possibilidade de reforma, pode ter impacto financeiro grande na frota. Além da economia, o processo prolonga a vida útil dos pneus, reduz custos operacionais e ajuda na sustentabilidade da operação.

Quando a carcaça não pode mais ser ressolada?

Antes de cada ressolagem, a carcaça precisa passar por inspeção que identifique danos na estrutura, do tipo rachadura ou separação de camadas. Se os danos forem irreparáveis, nenhum tipo de reforma deve ser realizado — a carcaça em boas condições é a base de uma ressolagem segura. Outro sinal de limite é a queda acentuada de desempenho mesmo depois de uma reforma bem-feita.

O tipo de operação muda a quantidade de reformas possíveis?

Muda. Em terrenos severos, caso de obras ou mineração, o pneu tende a se desgastar mais, o que reduz a quantidade de ressolagens possíveis. Já quem roda em rodovia bem conservada, sob condições menos agressivas, pode recapar mais vezes. O histórico operacional pesa: rodízios, calibragem regular e inspeções periódicas podem aumentar a vida útil e o número de reformas viáveis.

Como saber a hora de descartar em vez de ressolar de novo?

Acompanhe o custo por quilômetro do pneu a cada reforma. Quando a soma de manutenção e reforma se aproxima do preço de um pneu novo, chegou o momento de considerar o descarte. Some a isso o desempenho após a recapagem — consumo de combustível, desgaste, profundidade de sulco e aderência: se cair de forma acentuada mesmo com uma reforma de qualidade, a carcaça pode ter chegado ao limite.

Como escolher a empresa que vai fazer a ressolagem?

Escolher um fornecedor certificado e confiável é crucial, porque uma reforma malfeita pode comprometer a carcaça e até elevar os riscos de acidentes. Verifique se a oficina segue as exigências aplicáveis, utiliza técnicas modernas e inspeciona todos os pneus antes e depois do processo. Manter registro do histórico de ressolagens de cada pneu ajuda a acompanhar o estado das carcaças ao longo do tempo.

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