Novo na Prolog: Controle de Abastecimento. Feche o custo por km da sua frota.Novo: Controle de Abastecimento  Conhecer o móduloConhecer →
Gestão de pneus

Reforma de pneus: recauchutagem, recapagem e remoldagem

Jade Zart Jade Zart 4 min de leitura
Reforma de pneus: recauchutagem, recapagem e remoldagem

As reformas de pneus são processos realizados quando o item chega ao fim de sua vida útil. Para tentar prolongar seu uso, o pneu é submetido ao processo de reforma.

Esse processo pode acontecer de três maneiras: recauchutagem, recapagem e remoldagem. Cada uma visa substituir a banda de rodagem de diferentes maneiras, aproveitando algumas características específicas.

A maior questão que gira em torno dos processos de reforma é: será que o pneu reformado volta com os mesmos atributos que um pneu original? Um outro ponto de atenção é sobre o preço do serviço em comparação a aquisição de uma peça nova.

É sobre todas essas questões que vamos abordar a seguir, confira:

Quais são as três formas pelas quais os pneus podem ser reformados?

Recauchutagem

A banda de rodagem é a parte do pneu que fica em contato direto com o solo e pode ser dividida em três partes: sulcos, barras e ranhuras.

Suas estruturas servem para drenar a água em dias de chuva, reduzir a temperatura do pneu e receber a tração do motor, impulso que faz o veículo se movimentar.

O processo de recauchutagem visa substituir a banda de rodagem antiga, incluindo a borracha dos ombros, por uma nova, devolvendo a estabilidade, aderência e tração ao pneu como se fosse novo.

Recapagem

A recapagem de pneus é uma forma econômica e segura de restaurar a performance quilométrica de uma banda de rodagem como se fosse nova.

A borracha é higienizada e inspecionada para só depois passar pelo processo de envelopamento, que envolve a substituição apenas da borracha centralizada da banda.

Em geral, a reforma pode ser feita em qualquer modelo de pneu e fica pronta em até dois dias.

Remoldagem

Esse procedimento substitui a banda de rodagem, as laterais e os ombros do pneu a partir de uma carcaça bem preservada.

Isso só acontece com ajuda de uma máquina que remove a borracha desgastada.

Antes da aplicação de uma camada nova de borracha, é feita uma inspeção que mantém registros de todas as informações do pneu.

Como funcionam as reformas de pneus?

Existem duas técnicas para realizar o processo de reforma de pneu: pré-moldado (a frio) e o camelback (a quente), onde:

  • A frio: o pneu é revestido por uma banda de rodagem pré-moldada com desenho já estabelecido.
  • A quente: o pneu é recoberto por uma camada de borracha não-vulcanizada e o desenho é feito por um molde em prensas.

Veja como são os  três tipos de reformas de pneus acontece:

Pneu recauchutado

Esse processo de reforma é adequado para pneus que sofreram algum tipo de desgaste nos ombros — cuja recapagem não é capaz de suprir.

A borracha é substituída e o pneu é levado a molde aquecido a uma temperatura de 150ºC, em seguida, seu desenho é formado e está pronto para uso.

Pneu recapado

No recape quente, a banda de rodagem se incorpora ao pneu em um processo de vulcanização de até 150ºC.

Já no recape frio, a temperatura máxima chega aos 115ºC e a banda de rodagem é pré-moldada, ou seja, está pronta para ser aplicada no pneu.

Pneu remoldado

O processo de remodelagem substitui toda banda de rodagem e flancos, por isso é a menos utilizada. Inclusive, pelo risco de não trazer tanta segurança e durabilidade após a reforma, caso não seja realizada com profissionais bastante experientes.

Toda parte externa do pneu é revestida, o que ocasiona a perda de informações originais de fábrica, como data, peso e velocidade máxima.

Essa técnica é realizada por um molde quente a cerca de 150ºC, mas, antes, passa por uma inspeção que registra todas as informações antigas do pneu.

Quantas vezes o pneu pode ser reformado?

Antes de mais nada, é importante que o pneu passe por uma vistoria técnica para verificar o que pode e deve ser feito no caso de reformas. Um pneu de veículo pesado, contanto que esteja com a carcaça em bom estado, pode receber de duas a três recapagens.

A recomendação é realizar a reforma quando o sulco estiver abaixo de 2 ou 3mm de profundidade, mas nunca menor que 1,6mm, pois é a espessura mínima para rodar em segurança.

Vale a pena fazer reformas de pneus?

Para empresas que desejam evitar gastos excessivos, a reforma de pneus contribui para uma economia de cerca de 50% a 60% em comparação ao valor de novos modelos.

Isso significa que, se realizada conforme as normas de segurança exigidas, o pneu reformado passa a ter a mesma vida útil que uma peça nova.

Além disso, podemos dizer que a prática é considerada sustentável, pois cada pneu restaurado equivale a 57 litros de petróleo e 80% de energia elétrica economizada.

No entanto, não basta apenas recuperar os pneus. O condutor deve manter os cuidados necessários para conservar a banda de rodagem.

Se você gostou e quer ficar por dentro de mais conteúdos como este, não deixe de fazer o download do nosso guia de gestão de pneus!

Perguntas frequentes

Quais são as formas de reforma de pneus?

São três, com alcances diferentes. A recauchutagem vai além da banda e troca também a borracha dos ombros, devolvendo estabilidade, aderência e tração. A recapagem, em geral, cabe em qualquer modelo e sai pronta em até dois dias, depois de a borracha ser higienizada e inspecionada. A remoldagem troca até os flancos, exige carcaça bem preservada e é a menos utilizada das três.

Qual a diferença entre recapagem e recauchutagem?

A recapagem troca apenas a borracha do centro da banda de rodagem, depois de a peça ser higienizada e inspecionada, e é apresentada como forma segura e econômica de devolver a performance quilométrica da banda. A recauchutagem atende pneus com desgaste também nos ombros, algo que a recapagem não supre; nesse caso, a borracha é trocada e o pneu vai a um molde aquecido a 150ºC, onde ganha o desenho novo.

Quantas vezes um pneu pode ser reformado?

Antes de tudo, o pneu precisa passar por vistoria técnica para definir o que pode e deve ser feito. Um pneu de veículo pesado, desde que a carcaça esteja em bom estado, pode passar por duas ou três recapagens. A reforma é recomendada quando o sulco fica com menos de 2 ou 3 mm de profundidade, e nunca com menos que 1,6 mm, espessura mínima para rodar com segurança.

Vale a pena fazer a reforma de pneus?

Para empresas que querem evitar gastos excessivos, a economia fica em cerca de 50% a 60% na comparação com o valor de modelos novos. Feita conforme as normas de segurança exigidas, a peça reformada passa a durar o mesmo que um pneu novo. A prática ainda é considerada sustentável: cada pneu restaurado corresponde a 57 litros de petróleo e a 80% de energia elétrica economizada.

Qual a diferença entre reforma a frio e a quente?

São as duas técnicas do processo. No pré-moldado, a frio, o pneu recebe uma banda de rodagem já moldada, com desenho estabelecido, e no recape a frio a temperatura máxima fica em 115ºC. No camelback, a quente, o pneu ganha uma camada de borracha não-vulcanizada, com o desenho saindo de um molde em prensas; no recape quente, a banda se incorpora ao pneu por vulcanização de até 150ºC.

Por que a remoldagem é a menos utilizada?

Porque substitui toda a banda de rodagem e os flancos, o que traz risco de o pneu não trazer tanta segurança e durabilidade depois da reforma, caso o serviço não seja feito por profissionais bastante experientes. Como toda a parte externa é revestida, o pneu perde as informações de fábrica originais, entre elas data, peso e velocidade máxima; por isso a inspeção anterior registra esses dados.

// newsletter

Conteúdo de gestão de frotas, direto no seu e-mail

Artigos sobre pneus, manutenção e operação de frotas. Sem spam.

Leia também

Conheça o Controle de Abastecimento da Prolog e feche o custo por km da frota