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Gestão de frotas

Como medir e analisar os resultados da sua gestão de frotas

Jade Zart Jade Zart 6 min de leitura
Como medir e analisar os resultados da sua gestão de frotas

Uma frota eficiente não apenas possui custos sob controle, mas também uma boa segurança e  eficiência operacional. Para alcançar esse nível de excelência, é preciso acompanhar os resultados na gestão de frotas.

Ao identificar e monitorar os principais indicadores de desempenho, você pode detectar problemas antes que se tornem críticos e implementar estratégias eficazes para otimizar a operação.

Confira a seguir:

Qual a importância de medir os resultados na gestão de frotas?

Medir os resultados na gestão de frotas é essencial para garantir a eficiência operacional, a redução de custos e a tomada de decisões informadas.

Medir e monitorar indicadores de desempenho auxilia a identificar oportunidades de melhoria em diferentes áreas da gestão e detectar problemas antes que se tornem críticos.

Assim, possibilita a implementação de soluções e estratégias que buscam otimizar a operação da frota.

Medir os resultados também é fundamental para a gestão financeira. Saber onde estão os principais gastos e porque estão abaixo ou acima de uma média estabelecida permite aos gestores direcionarem melhor seus recursos disponíveis.

Como medir resultados na gestão de frotas?

Medir os resultados na gestão de frotas é um processo que requer a coleta e análise de dados relevantes, o uso de indicadores de desempenho (KPIs) e a implementação de ferramentas e práticas adequadas. Confira:

Definição dos indicadores de desempenho

A definição dos indicadores de desempenho (KPIs) é o primeiro passo para medir os resultados na gestão de frotas, até porque, sem eles, você fica sem direcionamento sobre o que avaliar.

Entre os KPIs mais comuns estão o custo por quilômetro rodado, a taxa de disponibilidade, o consumo de combustível por quilômetro, o número de manutenções preventivas versus corretivas, e o tempo médio de inatividade.

Coleta de dados

É importante utilizar ferramentas e sistemas de alta precisão para esta etapa de coleta de dados. Informações sobre os veículos, como serviços de manutenção realizados, consumo médio de combustível e desgaste médio dos pneus podem ser definitivos para suas decisões.

A coleta de dados deve ser contínua e abrangente, garantindo que todas as informações mais relevantes sejam monitoradas para uma análise completa.

Organização e interpretação dos dados mais relevantes

Depois de coletar os dados, o próximo passo é organizar e interpretar as informações mais relevantes. Isso pode incluir a criação de relatórios, gráficos e dashboards que facilitam a visualização das tendências e padrões.

Uma interpretação correta nesta etapa permite identificar áreas de melhoria e entender o desempenho atual da frota em relação aos KPIs estabelecidos.

Para facilitar essa tarefa, você pode contar com ferramentas de análise de dados. 

Geração de hipóteses e levantamento de oportunidades de melhorias

Com os dados organizados e interpretados, é hora de gerar hipóteses e levantar oportunidades de melhorias. Analise os insights obtidos para identificar possíveis causas de ineficiências e áreas que podem ser otimizadas.

Por exemplo, se o consumo de combustível está acima da média, pode ser necessário revisar as práticas de condução dos motoristas ou a manutenção dos veículos. 

A geração de hipóteses, assim como a coleta de dados, deve ser um processo contínuo para ajudar a implementar soluções práticas e a melhorar sempre a gestão da sua frota.

Quais são os indicadores essenciais para manter uma boa gestão de frota?

Há uma grande variedade de indicadores que você pode usar e os principais podem variar conforme os objetivos de cada gestor de frotas. Mas, para você ter uma base, alguns dos mais comuns e utilizados são:

Custo por km rodado

Esse indicador calcula o custo total de operação da frota dividido pela quilometragem total percorrida. Serve para entender quais veículos estão com custos acima da média, permitindo uma investigação individual de possíveis problemas e falhas mecânicas.

Taxa de disponibilidade

A taxa de disponibilidade mede a porcentagem de tempo que os veículos estão disponíveis para uso em relação ao tempo total. Uma alta taxa de disponibilidade indica uma frota bem mantida e eficiente, enquanto uma baixa taxa pode sinalizar problemas de manutenção ou gestão.

Número de manutenções preventivas em relação às corretivas

Comparar a quantidade de manutenções preventivas (planejadas) com as corretivas (não planejadas) permite avaliar a gestão de manutenção da frota.

Uma alta proporção de manutenções corretivas pode indicar falhas no planejamento e resultar em custos operacionais mais altos, além de um maior tempo de inatividade.

Em contraste, um maior número de ações preventivas indica que, de modo geral, os veículos da frota estão em conformidade.

Consumo médio de combustível

Ao monitorar o consumo médio de combustível, é possível identificar veículos que estão consumindo mais do que o esperado, bem como práticas de condução que podem ser otimizadas. 

Manutenção por veículo

Monitorar a frequência, os custos e tipos de manutenção por veículo permite identificar quais estão demandam mais atenção e recursos. Assim, você consegue detectar padrões de desgaste e a programar manutenções preventivas de maneira mais eficaz.

Manutenção por motorista

Avaliar a relação entre motoristas específicos e a necessidade de manutenção pode revelar padrões de uso que afetam a condição dos veículos.

Motoristas que constantemente operam veículos que necessitam de manutenção podem precisar de treinamento adicional em técnicas de condução segura e econômica ou mesmo de punições associadas.

Idade média da frota

A idade média da frota é um indicador importante para planejar a renovação dos veículos. Frotas com veículos mais antigos tendem a ter custos de manutenção mais altos e maior risco de falhas.

Quais resultados medir na gestão de frotas?

Eficiência operacional

A eficiência operacional representa a capacidade da empresa de entregar seus serviços usando da melhor forma possível os seus recursos.

Indicadores como o consumo de combustível e a taxa de utilização dos veículos são utilizados para avaliar esse quesito na sua gestão.

Custos operacionais

Os custos operacionais incluem todas as despesas associadas à manutenção e operação da frota. Nesse caso, indicadores como o custo por quilômetro rodado e os custos de manutenção devem ser acompanhados de perto.

Isso permite identificar as áreas que estão aumentando os seus custos e oportunidades de redução, de maneira que não prejudique o funcionamento da frota.

Segurança da frota

A segurança da frota abrange tanto os motoristas na estrada, quanto os processos operacionais no manuseio de equipamentos e cargas. 

Isso significa que você precisa acompanhar e gerenciar os riscos da sua operação, assim como estar sempre buscando treinamentos e capacitações à equipe.

Retorno sobre investimentos (ROI)

O ROI deve considerar os custos de implementação de novas tecnologias, treinamento e manutenção em comparação com os benefícios obtidos, como a redução de custos operacionais, aumento da eficiência e melhoria da segurança.

Um ROI positivo indica que os investimentos estão trazendo resultados benéficos, enquanto um ROI negativo pode sinalizar a necessidade de reavaliação das estratégias.

Avaliar esse resultado na gestão de frotas ajuda a tomar decisões mais informadas sobre futuros investimentos e ajustes.

Como melhorar a gestão de frotas?

Melhorar a gestão de frotas implica em aplicar diferentes — mas complementares — estratégias. A primeira e principal etapa é estruturar cada área específica, como gestão de pneus, gestão de manutenção, de documentos e assim por diante em cada uma delas.

Tendo a estrutura definida, e estabelecendo os processos padronizados de cada área, já é uma boa parte do caminho andado para a otimização dos seus resultados na gestão de frotas.

Além disso, a implementação de ferramentas digitais e sistemas de gestão também é indispensável para obter resultados mais positivos.

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Perguntas frequentes

Não sei quais números acompanhar na minha frota. Por onde começo?

Pela definição dos indicadores, porque sem eles falta direcionamento sobre o que avaliar. Entre os mais usados aparecem o custo por quilômetro rodado, a disponibilidade dos veículos, o consumo de combustível por quilômetro, a relação entre manutenções preventivas e corretivas e o tempo médio de inatividade. A escolha muda conforme o objetivo de cada gestor, então vale começar pelos que respondem à dor atual da operação.

Como controlar o custo por quilômetro de uma frota?

O indicador divide o custo total de operação da frota pela quilometragem total percorrida. Serve para descobrir quais veículos estão com custo acima da média e abrir investigação individual, atrás de problemas e falhas mecânicas. Ao lado dele, acompanhe de perto os custos de manutenção: é assim que se identificam as áreas puxando o gasto para cima e as chances de corte que não prejudicam o funcionamento da frota.

O que a proporção entre manutenção preventiva e corretiva diz sobre a operação?

Colocar as manutenções planejadas ao lado das não planejadas mostra como anda a gestão de manutenção da frota. Proporção alta de corretivas pode indicar falha no planejamento e resultar em custo operacional mais alto e em mais tempo de veículo parado. Já quando as preventivas dominam, o sinal é de uma frota que, no geral, está em conformidade.

O consumo de combustível da frota subiu. O que investigo primeiro?

Acompanhar o consumo médio permite separar duas coisas: quais veículos estão gastando mais do que o esperado e quais práticas de condução podem ser otimizadas. Se o número passou da média, pode ser necessário revisar como os motoristas dirigem ou a manutenção dos veículos. O consumo também é um dos indicadores usados para avaliar a eficiência operacional, ao lado da taxa de utilização dos veículos.

Como sei se o investimento em tecnologia para a frota se pagou?

Pelo retorno sobre investimento. O cálculo põe de um lado os custos de implementação da tecnologia, o treinamento e a manutenção, e do outro os ganhos obtidos: menos custo operacional, mais eficiência e mais segurança. Um ROI positivo indica que o investimento está trazendo resultado; um ROI negativo pode sinalizar que a estratégia precisa ser reavaliada. É essa leitura que embasa o próximo aporte.

Já coletei os dados da frota, mas não sei o que fazer com eles. E agora?

Organize e interprete antes de decidir. Relatórios, gráficos e dashboards facilitam enxergar tendências e padrões, e a interpretação correta mostra onde estão as áreas de melhoria e como a frota está indo em relação aos indicadores definidos. Só então vêm as hipóteses: analise os insights para achar possíveis causas de ineficiência e áreas a otimizar. Coleta e geração de hipóteses são contínuas, não um exercício de uma vez só.

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