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Gestão de frotas

Análise de frotas para uma gestão de frota baseada em dados

Jade Zart Jade Zart 6 min de leitura
Análise de frotas para uma gestão de frota baseada em dados

Realizar uma análise da frota é um dos meios de entender a situação atual da operação da empresa, buscando melhorias que funcionem na rotina e recursos existentes da frota.

É um tipo de atividade que também vem se tornando mais comum dado o surgimento e avanço das tecnologias focadas em logística e transporte. Inclusive, é o principal recurso para o gestor da frota conseguir tomar decisões que partem do que realmente acontece no dia a dia da operação.

Confira a seguir:

Importância da análise da frota

A importância de fazer a análise da frota é inegável. 

Ela traz benefícios como a otimização dos processos internos da sua operação, a facilidade na elaboração de novos planos de ação para otimizar a sua frota e um controle mais próximo e adequado das rotinas nas diferentes áreas da gestão de frotas.

Principais decisões do gestor de frotas

O gestor da frota precisa tomar diversas decisões no seu dia a dia e deve estar constantemente acompanhando e analisando os dados gerados em suas operações

A partir do que é observado e avaliado, o gestor decide quais ações continuam e quais passam, identifica novas oportunidades para melhoria da frota e os riscos que está enfrentando entre muitos outros pareceres.

  • Metodologias de gestão

Entender quais os melhores métodos de gestão de frotas para aplicar é um passo inicial para gerar uma rotina mais organizada na frota. Também pode ser um passo corretivo, caso identifique problemas no controle e padronização de atividades.

Algumas metodologias conhecidas incluem: metodologia 5S, ciclo PDCA e a análise SWOT. Mas, você pode conhecer ainda outras metodologias de gestão.

  • Contratações de pessoal

O gestor é quem toma as principais decisões sobre quem contratar, também visando atender a solicitações de outros supervisores e colaboradores da frota. 

Ele deve primeiro notar se já atingiu a melhor produtividade que poderia na sua operação e avaliar quais áreas estão negligenciadas e precisando de novas pessoas para suprir as demandas necessárias.

  • Tecnologias utilizadas

As tecnologias de logística e transporte de cargas são fundamentais para o trabalho do gestor e de toda a sua equipe. No caso da equipe, elas facilitam e padronizam a realização de tarefas como a inspeção de veículos e pneus. 

Para o gestor, elas reúnem todos os dados coletados diariamente e os organizam na melhor visualização em relatórios automatizados.

Antes de tudo isso, o próprio gestor é quem pesquisa e realiza períodos de testes das tecnologias existentes para saber quais melhor se adequam às necessidades encontradas em sua gestão.

  • Novas ações VS. Ações a “abandonar”

O gestor precisa estar sempre avaliando a rotina das operações de transporte para otimizá-la e torná-la mais produtiva, aumentando a eficiência operacional como um todo. Ou seja,  precisa entender cada ação realizada e os impactos que tem no dia a dia da operação.

Dessa forma, identifica as ações que dão certo e devem continuam e as que não trazem resultados dentro do esperado e devem ser cessadas. 

  • Renovação da frota

Conhecer a idade dos veículos da frota é fundamental para saber quanto tempo de vida útil ainda tem ou se já estão dentro do prazo de troca. Caso seja necessária essa troca, o gestor é também o responsável por definir quais veículos adquirir.

Nesse momento, é preciso avaliar qual tipo de veículo atende às demandas existentes da frota, considerando características como tamanho, capacidade de carga, etc.

  • Compra e descarte de pneus

Da mesma maneira que precisa avaliar e decidir a aquisição de novos veículos, também é o responsável por selecionar os melhores pneus para a frota. 

Através de indicadores de desempenho na gestão de pneus, como o cálculo CPK, o gestor consegue entender quais marcas e modelos possuem um melhor custo benefício para a operação.

Como fazer a análise da frota para tomar decisões

1 – Comece com um planejamento

Esta é uma etapa fundamental para qualquer processo empresarial. Aqui, você define objetivos e metas para onde pretende chegar e quais ações devem ser realizadas para cumprir essas determinações. 

Além disso, definir quais são as métricas que serão acompanhadas e quais são as informações necessárias para acompanhar os resultados.

Para isso, é preciso conhecer os tipos de análises:

Análise preditiva

Esse tipo de análise prevê problemas e ações com base no histórico de dados coletados da frota. A partir dela, é possível detectar alguns padrões e entender quando estão suscetíveis a ocorrer novamente.

Análise prescritiva

Na análise prescritiva, identificam-se os resultados mais prováveis das ações antes que elas aconteçam. Dessa forma, o gestor pode trabalhar em um plano de gestão de riscos e prever soluções para cada situação, caso venham a ocorrer.

Análise descritiva

Tem a intenção de visualizar dados e entender os impactos no momento presente, através de uma descrição que resume toda a realidade do momento da frota.

Em situações que é preciso tomar decisões imediatas, esse tipo de análise é o melhor.

Análise diagnóstica

Como um diagnóstico médico, que busca a causa e consequência de um sintoma, a análise de dados diagnóstica tem o mesmo objetivo. Ela identifica o porquê uma situação ocorre e quais efeitos ela traz às operações de transporte. 

2 – Identifique os meios de coleta de dados e organização

Os dados da sua operação são uma fonte altamente confiável desde que o processo de coleta e organização também seja.

As principais e melhores ferramentas para coletar dados sobre a rotina da sua operação de transporte são as tecnologias. Dentre elas: sistemas de gestão de pneus, de manutenção, de abastecimentos, checklists eletrônicos e assim por diante.

Nesses sistemas, existe a automatização na organização e armazenagem de informações, em muitos casos, gerando também relatórios automáticos. 

Para agilizar o cruzamento de dados com todos esses diferentes sistemas, há alternativas como a central de controle logístico, a construção de uma dashboard logística ou até de um BI para a sua frota. 

Dessa forma, você consegue controlar quais são as informações mais importantes para acompanhar e que dados devem aparecer em destaque ao acessar suas telas.

3 – Gere os relatórios de análise da frota

Com todas as informações em mãos, você pode gerar relatórios focados naquilo que mais interessa no momento. 

Se o seu objetivo for de reduzir o consumo de combustível da frota, por exemplo, você deve esclarecer isso já no início do seu relatório e apresentar apenas dados que contribuam para essa análise, assim como para a hipótese a qual você chegou sobre as melhorias a serem aplicadas.

4 – Tome as suas decisões com embasamento

Nos relatórios, sempre esclareça como os dados apresentados contribuem para a conclusão em que chegou. 

Por exemplo, se está planejando a renovação da frota e precisa decidir entre dois modelos de veículo, busque os dados do histórico da frota para gerar a comparação entre ambos: qual teve melhor CPK, qual passou por menos manutenções, qual teve custos menores de manutenção e abastecimento e assim por diante. 

Lembre-se de considerar aquilo que faz mais sentido para a frota também, dentro dos recursos que tem disponíveis.

Um desses recursos podem ser as soluções para gestão de frotas da Prolog. Agende uma demonstração para entender como contribuímos na coleta e análise da frota nas suas operações de transporte.

Perguntas frequentes

Por que fazer a análise da frota?

Porque é uma das formas de conhecer a situação atual da operação e buscar melhorias que funcionem com a rotina e os recursos existentes. Entre os benefícios estão a otimização dos processos internos, a facilidade para elaborar novos planos de ação e um controle mais próximo das rotinas em cada área da gestão. Com o avanço das tecnologias de logística e transporte, essa prática vem se tornando mais comum e é o principal recurso para decisões baseadas no que acontece no dia a dia.

Quais são os tipos de análise de dados da frota?

Quatro tipos. A análise preditiva antecipa problemas e ações a partir do histórico de dados, detectando padrões e quando tendem a se repetir. A prescritiva identifica os resultados mais prováveis de cada ação antes que ela aconteça, o que ajuda a montar um plano de gestão de riscos. A descritiva visualiza dados e resume a realidade do momento presente, sendo a melhor opção quando é preciso decidir de imediato. A diagnóstica, como um diagnóstico médico, identifica por que uma situação ocorre e quais efeitos traz à operação.

Quais decisões o gestor de frotas toma com base na análise?

Decisões que vão da rotina à estratégia: qual metodologia de gestão aplicar (5S, ciclo PDCA, análise SWOT, entre outras); quem contratar, avaliando áreas negligenciadas; quais tecnologias testar e adotar, já que elas padronizam tarefas como inspecionar veículos e pneus e organizam relatórios; quais ações continuar e quais abandonar por não trazer resultado; quando renovar a frota e que veículos adquirir, conforme idade, tamanho e capacidade de carga; e quais pneus comprar, com apoio de indicadores como o CPK.

Como organizar a coleta de dados para analisar a frota?

Os dados só são confiáveis se a coleta e a organização também forem. As melhores ferramentas para isso são as tecnologias, como sistemas de gestão de pneus, de abastecimentos, de manutenção, checklists eletrônicos e outros, que automatizam armazenagem e organização e, em muitos casos, geram relatórios automáticos. Para cruzar informações de sistemas diferentes, há alternativas como uma central de controle logístico, uma dashboard logística ou um BI, que destacam os dados mais importantes na tela.

Como tomar decisões com embasamento a partir dos relatórios?

Deixe claro, no relatório, como os dados apresentados sustentam a conclusão. Se o objetivo é reduzir o consumo de combustível, esclareça isso logo no início e apresente só os dados que contribuem para essa análise e para a hipótese de melhoria. Na renovação da frota, por exemplo, compare dois modelos pelo histórico: qual teve o melhor CPK, qual passou por menos manutenções e qual custou menos em manutenção e abastecimento. Considere também o que faz sentido para a frota dentro dos recursos disponíveis.

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