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Gestão de manutenção de frotas

Arrefecimento do motor: o que é e as 7 peças do sistema

Luiz Felipe Luiz Felipe 5 min de leitura
Arrefecimento do motor: o que é e as 7 peças do sistema

Na inspeção de veículos da frota, um dos itens mais importantes a ser inspecionado é o motor. É preciso verificar se o nível de óleo está bom, se há algum tipo de vazamento e se ele está superaquecendo.

Para isso, é preciso avaliar o sistema de arrefecimento do motor. É este que tem a função de evitar as altas temperaturas quando ocorre a queima de combustível.

Se não for realizado o checklist dos veículos, podem acontecer situações como a falta de troca do líquido de arrefecimento e o sistema não funcionar adequadamente. Continue lendo para entender:

O que é o arrefecimento do motor?

Arrefecimento é a ação de perder temperatura. Logo, quando falamos em “arrefecimento do motor”, trata-se de um sistema que os veículos possuem para auxiliar o motor a não sobreaquecer durante a queima de combustível.

Afinal, durante a queima é o momento em que o motor fica mais suscetível às altas temperaturas.

Como funciona o sistema de arrefecimento do motor?

Ele funciona a partir de sete peças em seu conjunto: bomba d’água, válvula termostática, radiador, mangueiras, sensor de temperatura, ventoinha e fluído do radiador.

Cada um desses itens tem diferentes e complementares funções para: 

  • Fazer com que o líquido de arrefecimento circule pelo motor e sistema, contribuindo no resfriamento das peças;
  • Identificar a temperatura do motor e gerar avisos no painel do veículo quando houver alguma falha;
  • Compensar a temperatura gerada pelo motor com ar frio externo e o fluido;
  • Ventilar o radiador para que possa cumprir sua função de resfriamento sem problemas.

Os problemas no motor estão entre as manutenções mais frequentes de uma frota, mas conseguem ser evitados através da rotina de checklist de inspeção dos veículos.

O que causa problemas no arrefecimento do motor?

Problemas no arrefecimento do motor são identificados quando esse componente começa a mostrar sinais de superaquecimento. A falta de inspeção na frota é o principal fator que leva a essa situação.

Sem uma rotina de manutenção preventiva, serviços como a troca de óleo do motor e do líquido de arrefecimento acabam sendo deixados de lado e geram riscos ao funcionamento do veículo como um todo, incluindo o sistema de arrefecimento do motor.

Mesmo um pequeno problema no veículo pode levar a grandes consequências. Um superaquecimento do motor pode causar danos, por exemplo, ao cabeçote, cilindro, cárter ou correia dentada.

O aumento de custos com manutenção e a perda antecipada de um veículo também são consequências que você pode evitar.

Alguns sinais de problemas no sistema de arrefecimento incluem:

  • Nível do fluido de arrefecimento do motor: o nível será alterado em caso de vazamentos ou danos nas peças do sistema.
  • Fumaça do motor: caso a temperatura esteja muito alta, o motor começa a soltar fumaça, indicando também que o arrefecimento não está funcionando.
  • Alerta de temperatura alta no painel do veículo: se o arrefecimento estiver com falhas, o veículo acende a luz do painel correspondente à alta temperatura do motor.

Principais defeitos no sistema de arrefecimento do motor

Bomba d’água

Essa peça é fundamental para a circulação de água no sistema, principal responsável por realizar a troca de calor no sistema. Sua importância é o que também acaba fazendo com que seja a peça que mais apresenta defeitos.

Os líquidos que passam pela bomba d’água geram problemas de ferrugem e afetam o funcionamento da peça. Por isso, deve-se fazer a inspeção do radiador e preenchimento de aditivos anticorrosivos no fluido de arrefecimento conforme necessário.

Obstrução nas galerias do bloco do motor

Há alguns espaços no caminho da água até o radiador onde ocorre o resfriamento, esses são os que chamamos de “galerias”. Se não forem limpas com frequência, podem ficar entupidas e impedir o pleno funcionamento do sistema de arrefecimento do motor. 

Esse é um dos problemas que faz com que a luz de alerta de alta temperatura do motor do painel acenda.

Vazamento de fluido

O vazamento pode acontecer por diversos motivos. Dentre eles, destacam-se a mangueira furada ou ressecada, furos no radiador e mau posicionamento de peças, como a abraçadeira.

É importante acompanhar de maneira periódica o funcionamento desse sistema no motor do veículo para garantir a eficiência operacional da frota.

Como evitar problemas no sistema de arrefecimento do motor?

A melhor maneira de evitar falhas no arrefecimento do motor é com a inspeção regular dos veículos da frota.

Através da gestão de manutenção e do checklist eletrônico, você consegue garantir a confiabilidade de informações nas inspeções da frota. Além de trazer mais agilidade a esta rotina.

Enquanto um checklist de papel é pouco prático e demora a ser realizado, o eletrônico facilita a tarefa e aumenta a produtividade da sua equipe.

A ferramenta digital também gera um histórico de manutenções que contribuem para identificar padrões de funcionamento dos veículos e avaliar a hora certa de fazer as inspeções e agendar os serviços preventivos ideais.

O líquido de arrefecimento, por exemplo, precisa ser trocado a cada 2 anos ou a cada média de 30 mil km rodados. Mas, é preciso ficar atento aos sinais de problemas para evitar prejuízos que levarão às manutenções corretivas e de alto custo financeiro na sua gestão.

Quer saber como planejar a gestão de manutenção da sua frota? 

Confira agora.

Perguntas frequentes

Quais peças formam o sistema de arrefecimento do motor?

São sete, funcionando em conjunto: a bomba d'água, a válvula termostática, o radiador, as mangueiras, o sensor de temperatura, a ventoinha e o fluido do radiador. Cada uma tem funções diferentes e complementares — fazer o líquido de arrefecimento circular pelo motor e pelo sistema, o que ajuda a resfriar as peças; detectar a temperatura do motor e disparar avisos no painel quando há falha; compensar o calor do motor com ar frio externo e fluido; e ventilar o radiador.

Que sinais indicam problema no arrefecimento?

Três sinais aparecem com frequência. O nível do fluido de arrefecimento se altera quando há vazamento ou dano em alguma peça do sistema. O motor solta fumaça quando a temperatura está muito alta, o que indica que o arrefecimento não está funcionando. E o painel acende a luz correspondente à alta temperatura do motor quando o sistema apresenta falhas. Qualquer um deles pede inspeção antes que o problema evolua.

De quanto em quanto tempo trocar o líquido de arrefecimento?

A cada 2 anos, ou na média de 30 mil km rodados. Só que o calendário não substitui a atenção aos sinais de problema: é justamente ignorá-los que leva às manutenções corretivas, de alto custo financeiro para a gestão. Faltando rotina de manutenção preventiva, ficam de lado serviços como a troca do óleo do motor e a do próprio líquido de arrefecimento, o que gera risco ao veículo inteiro.

Qual peça do sistema costuma dar mais defeito?

A bomba d'água. Ela é peça-chave para a água circular pelo sistema e é a principal responsável pela troca de calor — importância que a torna, também, a peça de maior incidência de defeitos. Os líquidos que passam por ali provocam ferrugem e prejudicam o funcionamento do componente. Daí a orientação de inspecionar o radiador e completar o fluido de arrefecimento com aditivos anticorrosivos sempre que for preciso.

O que o superaquecimento pode danificar?

Até um problema pequeno no veículo pode ter grandes desdobramentos. O motor que superaquece pode sofrer danos no cabeçote, no cilindro, no cárter ou na correia dentada. Para a gestão, o resultado é custo maior de manutenção e a perda de um veículo antes da hora. Falhas de motor estão entre as manutenções mais frequentes numa frota, mas a rotina de checklist de inspeção consegue evitá-las.

Como o checklist eletrônico ajuda a evitar falhas de arrefecimento?

A melhor maneira de evitar falhas é a inspeção regular dos veículos da frota. Com a gestão de manutenção e o checklist eletrônico, a operação ganha confiabilidade nas informações coletadas e mais agilidade — enquanto o checklist de papel é pouco prático e demorado, a versão eletrônica simplifica a tarefa e faz a equipe render mais. A ferramenta digital ainda gera histórico de manutenções, útil para identificar padrões e definir a hora certa das inspeções.

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