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Gestão de pneus

Como avaliar os pneus da frota: quais dados coletar e analisar?

Luiz Felipe Luiz Felipe 6 min de leitura
Como avaliar os pneus da frota: quais dados coletar e analisar?

Entender como avaliar pneus na frota é uma parte essencial da gestão de frotas, permitindo que sejam adquiridos apenas os melhores modelos para a operação.

Mas este é um conhecimento que precisa estar em constante renovação. Afinal, os fatores que influenciam no desempenho dos pneus são diversos, podendo as melhores opções serem diferentes em momentos distintos.

Confira, neste post:

Como avaliar os pneus da frota?

Para avaliar os pneus da frota, sabendo quais são as melhores marcas e modelos, você precisa levantar alguns dados importantes sobre o funcionamento e desempenho deles. Por exemplo: 

  • Quantos quilômetros eles rodaram antes de um recape ser necessário?
  • Qual o consumo médio de combustível do veículo em que estavam instalados?
  • Após a recapagem, quantos quilômetros ele rodou?
  • Qual foi o desempenho do veículo em que estavam instalados?

Isso se explica a partir do momento em que os pneus sofrem todos os impactos de peso do veículo e das condições da estrada. Mesmo estando em perfeitas condições de rodagem, podem sofrer mais ou menos conforme demais fatores:

Quilometragem percorrida x Nível de desgaste

Avaliar o quanto o pneu rodou pelo nível de desgaste que sofreu é uma maneira de entender, em média, a durabilidade deste determinado modelo.

Embora ainda possam haver diferenças conforme estrada enfrentada, condições climáticas, veículo utilizado, entre outros, você recebe justamente isto: uma média da sua durabilidade na frota, da maneira como atua no momento.

Se um pneu rodar 10 mil km e seu nível de desgaste for moderado, isso pode indicar:

  • Seu desgaste natural é mais rápido que alguns outros modelos de pneu;
  • O seu desempenho é de médio a baixo;
  • Algo não está em conformidade com o seu pneu ou veículo.

Não é uma resposta exata, mas um caminho pelo qual você consegue trilhar com mais agilidade e encontrar as melhores soluções mais rápido.

Consumo de combustível x Quilometragem percorrida

A quantidade de combustível consumida por rota ajuda a determinar se existem problemas nos pneus, motor ou na condução do motorista. Por isso, é tão importante realizar o controle de combustível e abastecimento em todas as rotas.

Isso gera um valor de consumo médio por rota, ou quilometragem percorrida, e conforme modelo do veículo utilizado. Com isso, sempre que houver grandes alterações, você consegue identificar o problema com mais facilidade.

Assim, sempre que o veículo rodar a mesma distância e você notar um consumo excessivo de combustível, é um indicativo para avaliar os pneus.

Frequência de inspeção de veículo x Nível de desgaste

A manutenção preventiva é realizada conforme um cronograma pré-estabelecido pelo gestor e deve ser cumprida, pois é ela que identifica avarias e a necessidade de correções no veículo.

Caso seja negligenciada, pode gerar alterações no nível de desgaste dos pneus.

Dessa forma, quando você notar que um pneu, que geralmente roda 15 mil km com um desgaste moderado, teve um desgaste acentuado: investigue se os checklists de veículos estão sendo realizados.

Recusa de recape x Quilometragem rodada x Nível de desgaste

A recusa de recape só acontece quando a carcaça do pneu já sofreu uma fadiga excessiva.  Algumas correções que você pode fazer é entender qual foi a quilometragem rodada e o nível de desgaste com o qual o pneu foi encaminhado para a avaliação de recapagem.

Assim, pode providenciar que o pneu seja retirado do veículo antes de chegar nesse nível.

Para saber como avaliar pneus com máxima precisão e certeza de gerar resultados melhores na frota, esses são alguns dos principais fatores que você deve sempre considerar.

Além disso, precisa também dos meios para coletar os dados e poder, efetivamente, fazer suas avaliações.

O que fazer para coletar dados e ter como avaliar pneus?

Através da gestão de pneus, você consegue coletar todos os dados necessários para realizar as análises de desempenho. Então, o que você precisa fazer é estabelecer um método para que a gestão de pneus aconteça, e certificar que todos estejam cumprindo seus papéis.

Para começar, você deve entender qual alternativa é mais viável na sua operação: planilhas ou software de gestão de pneus. 

Como avaliar pneus usando planilhas?

Essa primeira alternativa possui custos menores de implementação, em certos casos, mas você tem alguns contrapontos, como um maior tempo para coletar e preencher todos os dados. 

Isto porque as inspeções de pneus, com a aferição de pressão e profundidade dos sulcos, são feitas usando ferramentas manuais — manômetro e/ou aferidor manual.

Com as informações dessas leituras anotadas no papel, você vai ao computador e registra, para que tenha uma visão mais ampla de quais pneus estão dentro do esperado e quais possuem sinais de alerta para gerar uma ordem de serviço.

Como avaliar pneus usando um sistema?

Usando um sistema, você tem a opção de usar o aferidor eletrônico, que coleta os dados e os envia automaticamente para dentro do sistema. Reduzindo os erros e aumentando a produtividade da frota.

O sistema ainda permite movimentar os pneus do veículo ao estoque, e ao contrário, gerar relatórios prontos para análise e geração de OSs automáticas.

Em adição à escolher um desses métodos, você precisa determinar quem são os responsáveis pela aferição, quais as métricas mais importantes para acompanhar, quais os protocolos para quando houver situações adversas, e assim por diante.

Qual é a importância de saber como avaliar pneus na frota?

Saber como avaliar pneus não é benéfico apenas para você ter menos descartes antecipados na frota, mas também para:

  • Descobrir a hora exata de trocá-los, identificando a recapagem ou o descarte dos ativos;
  • Identificar com mais rapidez quando existem problemas, sejam apenas nos pneus ou no veículo como um todo;
  • Realizar compras mais eficientes de pneus para a frota.

Em decorrência dessas descobertas, você também gera mais economia na frota, podendo reduzir o consumo de combustível e custos com manutenções além do planejado.

Inclusive, a produtividade da operação sente os impactos, tendo veículos e pneus de melhor desempenho, com processos de inspeção e análise mais rápidos e práticos, além de entregas que cumprem mais os prazos determinados.

Como avaliar pneus na hora da compra?

Se você ainda não possui os dados necessários na frota para identificar as melhores marcas e modelos, algumas dicas de como avaliar pneus neste momento de compra incluem:

  • Verificar o índice TWI: Pneus com um TWI menor, têm a tendência de desgastar mais rapidamente.
  • Analisar a classificação de tração: A tração está indicada na etiqueta INMETRO dos pneus novos, indo de A à E. “A” é a tração mais indicada, gerando melhor aderência ao asfalto e “C” é o mínimo recomendado.
  • Identificar sua data de fabricação: A partir da data de fabricação, existe uma estimativa de validade de 5 anos para os pneus. Confirme a data do pneu que está comprando para entender os parâmetros de durabilidade dele.
  • Verificar o índice de carga: Lembre-se de que os seus veículos possuem uma carga máxima suportada e que os pneus devem corresponder a ela, cuidado para não adquirir um pneu de menor capacidade e acabar com uma carcaça fadigada.

 

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Perguntas frequentes

Meus pneus estão durando menos do que deveriam — o que investigo primeiro?

Compare a quilometragem rodada com o nível de desgaste, para ter uma média da durabilidade daquele modelo na frota. Se um pneu que costuma rodar 15 mil km com desgaste moderado apareceu com desgaste acentuado, vale checar se o checklist de veículos vem sendo feito: negligenciar a manutenção preventiva pode alterar o nível de desgaste dos pneus. Consumo de combustível acima do habitual na mesma distância também é indicativo para avaliar os pneus.

Planilha ou sistema para reunir os dados de pneus?

A planilha pode ter custo menor de implementação em certos casos, mas exige mais tempo: a aferição é feita com manômetro e/ou aferidor manual, anotada no papel e depois registrada no computador. Com um sistema, o aferidor eletrônico coleta e envia os dados automaticamente, reduzindo erros; ele ainda permite movimentar pneus entre veículo e estoque, gerar relatórios prontos para análise e emitir ordens de serviço automáticas.

O que olhar em um pneu novo quando ainda não tenho histórico na frota?

Quatro pontos ajudam nessa hora. O índice TWI: quanto menor ele for, maior a tendência de o pneu se desgastar rápido. A classificação de tração, que vem na etiqueta INMETRO dos pneus novos e vai de A a E, sendo A a mais indicada pela aderência ao asfalto e C o mínimo recomendado. A data de fabricação, já que a estimativa de validade é de 5 anos. E o índice de carga, que precisa corresponder à carga máxima suportada pelo veículo.

Por que um pneu tem o recape recusado e dá para evitar isso?

Isso acontece quando a carcaça já passou por fadiga excessiva — é a única condição em que o recape é recusado. Para corrigir, levante em que quilometragem e com qual nível de desgaste aquele pneu seguiu para a avaliação de recapagem. Com esse parâmetro, dá para tirar o pneu do veículo antes que ele chegue lá.

O que a frota ganha ao avaliar pneus com método?

Além de reduzir os descartes antecipados, a avaliação ajuda a descobrir a hora exata da troca — se o caso é de recapagem ou de descarte —, a flagrar mais cedo um problema no pneu ou no veículo inteiro e a fazer compras mais eficientes de pneus. Disso decorre economia: cai o consumo de combustível e caem os custos com manutenções além do planejado.

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