Novo na Prolog: Controle de Abastecimento. Feche o custo por km da sua frota.Novo: Controle de Abastecimento  Conhecer o móduloConhecer →
Atualidades

11 tendências em logística e o impacto na gestão de frotas

Luiz Felipe Luiz Felipe 10 min de leitura
11 tendências em logística e o impacto na gestão de frotas

A logística, cada vez mais impulsionada por avanços tecnológicos e mudanças no comportamento do mercado, continua a moldar o setor de transporte. As principais tendências da logística incluem novas ferramentas e práticas que aumentam a eficiência, reduzem custos e tornam as operações mais sustentáveis.

Para acompanhar essas transformações, as empresas precisam adaptar seus processos às tendências mais relevantes. A lista a seguir está organizada pelo problema que cada tendência resolve na operação, e não pela novidade do ano: algumas já são rotina em boa parte das frotas, outras ainda dependem de regulamentação para escalar. Conheça as principais tendências da logística e como elas impactam a gestão de frotas e o transporte de cargas:

ESG e sustentabilidade

A sustentabilidade deixou de ser apenas um diferencial competitivo e passou a ser uma exigência do mercado. As práticas ESG (Ambiental, Social e Governança) ocupam um papel central na logística porque o transporte rodoviário é, ao mesmo tempo, grande consumidor de combustível e elo obrigatório de quase toda cadeia de suprimentos.

No caso brasileiro, parte dessa pressão já está escrita na regra do combustível. A Lei nº 14.993/2024 alterou a Lei nº 13.033/2014 para estabelecer metas de percentuais de adição obrigatória de biodiesel ao óleo diesel vendido ao consumidor final em todo o território nacional: 15% a partir de 1º de março de 2025, 16% a partir de 1º de março de 2026, 17% em 2027, 18% em 2028, 19% em 2029 e 20% a partir de 1º de março de 2030. A própria lei condiciona esse calendário: cabe ao Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) avaliar a viabilidade das metas e fixar o percentual obrigatório, em volume, entre 13% e 25%.

Veja um exemplo de como as práticas de uma estratégia ESG podem ser aplicadas na rotina de uma operação de transporte:

Práticas ESG: AmbientalControlar a emissão de gases nocivos pela queima de combustível, por exemplo, utilizando veículos elétricos
Práticas ESG: SocialFazer um plano de gestão de riscos para as operações de transporte
Práticas ESG: GovernançaEstabelecer uma política de frotas justa e pertinente a todos da operação

Entrega por drones

Apesar dos desafios de peso da carga, autonomia e distância percorrida, os drones já foram testados e aderidos por algumas empresas, como a varejista Amazon.

Esses dispositivos continuam a ser uma solução em evolução para entregas de pequenos pacotes. Embora ainda enfrentem desafios regulatórios e limitações tecnológicas, como alcance e capacidade de carga, sua aplicação cresce em áreas urbanas densas e regiões de difícil acesso.

Vale entender qual é, concretamente, o desafio regulatório no Brasil. Segundo a Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC), o cadastro no Sistema de Aeronaves não Tripuladas (SISANT) é obrigatório para as aeronaves não tripuladas de uso recreativo (aeromodelo) ou não recreativo (RPA) com peso máximo de decolagem superior a 250 g, e o sistema gera uma certidão de cadastro que é documento de porte obrigatório em todas as operações. Com a entrada em vigor da Emenda 02 do Regulamento Brasileiro de Aviação Civil Especial (RBAC-E) nº 94, passaram a ser cadastrados no SISANT também os drones Classe 3 (peso máximo de decolagem menor que 25 kg) em operações BVLOS, isto é, além da linha de visada, ou acima de 400 pés, e todos os da Classe 2 (peso máximo de decolagem entre 25 e 150 kg) — justamente as faixas em que uma operação de entrega a distância tende a se enquadrar.

Com custos reduzidos em combustível e maior rapidez na entrega, os drones podem representar um avanço relevante, especialmente para o e-commerce e a logística de última milha. O ritmo dessa adoção, porém, depende menos do equipamento e mais do enquadramento regulatório de cada tipo de operação.

Automatização & IoT

A internet das coisas gira em torno do conceito de controlar e monitorar os processos da logística do transporte via dispositivos como o smartphone e tablet — com conexão à internet.

E ela já é uma realidade na logística. Em soluções de IoT oferecidas por fornecedores especializados, dispositivos conectados permitem monitorar em tempo real desde o desempenho de veículos até as condições da carga, como temperatura e umidade.

Há também sistemas e ferramentas que automatizam tarefas e processos da rotina de uma operação. Ou seja, diminuem o trabalho manual e otimizam o tempo de realização de cada atividade.

A automatização de processos ainda reduz erros operacionais. Um exemplo prático é o uso de sensores em caminhões para alertar sobre a necessidade de manutenção preventiva, evitando paradas inesperadas.

Convém separar dois tipos de dado que costumam ser confundidos nessa conversa: o que nasce de sensor embarcado e o que nasce de inspeção e apontamento humano. Checklist eletrônico, aferição de pneus e ordem de serviço de oficina alimentam boa parte dos indicadores de manutenção sem depender de qualquer dispositivo conectado no veículo.

SaaS e logtechs

O modelo de Software as a Service (SaaS) se consolidou como uma das principais soluções para a logística.

Plataformas de gestão digital, desenvolvidas por logtechs, permitem que empresas de qualquer porte otimizem áreas específicas, como gestão de pneus, roteirização e controle de manutenção.

A vantagem estrutural do modelo é o recorte: em vez de um sistema único que promete resolver tudo, cada logtech ataca um desafio específico da operação com uma ferramenta acessível e customizável — e a empresa monta a combinação que faz sentido para o seu caso.

A Prolog, por exemplo, oferece uma solução completa em gestão de pneus, além de um sistema de gestão de manutenção e a plataforma de checklist eletrônico — nos três casos, os dados chegam por inspeção e por apontamento de oficina, feitos pela própria equipe da operação.

Big data e mineração de dados

O big data na logística transforma o modo como decisões são tomadas na logística. Ao processar grandes volumes de dados, as empresas conseguem prever demandas, otimizar rotas e identificar gargalos operacionais.

Com o aumento nas possibilidades de gerar e armazenar dados, uma empresa consegue avaliar processos e estratégias, otimizando sua gestão.

Essa etapa de analisar grandes volumes de informação para gerar conhecimento e auxiliar na tomada de decisões também é conhecida como a “mineração de dados”, indo além da coleta e permitindo extrair insights valiosos, como prever períodos de maior consumo ou determinar os melhores horários para entrega.

O pré-requisito costuma ser esquecido: volume de dado só vira insight quando o registro é padronizado. Cadastro de veículo inconsistente, motivo de parada escrito em campo livre e data preenchida à mão inviabilizam qualquer mineração, por maior que seja a base.

Inteligência artificial e machine learning

A inteligência artificial (IA) e o aprendizado de máquina (machine learning) estão transformando a logística com soluções mais inteligentes e ágeis. Essas tecnologias são usadas, principalmente, para prever demandas, otimizar rotas e até automatizar tarefas administrativas.

Por exemplo, sistemas de machine learning podem analisar padrões de consumo de combustível e sugerir ajustes na operação para reduzir custos. Já os chatbots integrados com IA são usados por transportadoras e varejistas para gerenciar comunicações com clientes e fornecer atualizações sobre o andamento das entregas.

Como qualquer modelo aprende do histórico que recebe, o resultado acompanha a qualidade desse histórico: previsões treinadas em dados incompletos erram com a mesma confiança com que acertariam. Vale tratar a saída do modelo como sugestão a ser conferida, não como decisão pronta.

Segurança da informação

Com o armazenamento de tantos dados nos meios digitais, proteger a empresa, fornecedores e clientes de possíveis ataques é fundamental. Por isso, a segurança da informação também cresce como tendência.

Quando esses dados incluem dados pessoais — de motoristas, clientes ou fornecedores —, deixa de ser só boa prática e passa a ser obrigação legal. A Lei nº 13.709/2018, a Lei Geral de Proteção de Dados, determina que os agentes de tratamento devem adotar medidas de segurança, técnicas e administrativas, aptas a proteger os dados pessoais de acessos não autorizados e de situações acidentais ou ilícitas de destruição, perda, alteração, comunicação ou qualquer forma de tratamento inadequado ou ilícito (art. 46). A mesma lei estabelece que o controlador deverá comunicar à autoridade nacional e ao titular a ocorrência de incidente de segurança que possa acarretar risco ou dano relevante aos titulares (art. 48).

Estratégias como criptografia, backups regulares e treinamento para evitar ataques de phishing ajudam a proteger dados de clientes, fornecedores e colaboradores.

As ações a serem realizadas vão depender do tamanho das operações e tipo de armazenamento que fazem, mas tudo começa no mesmo ponto: a avaliação de riscos e vulnerabilidades das suas ferramentas tecnológicas.

Gestão baseada em dados (data-driven)

A gestão data driven é uma das tendências da logística mais fortes do setor. Empresas estão deixando de lado a intuição para basear suas decisões em dados concretos e atualizados.

Na logística, isso se traduz em maior controle operacional.

Os sistemas de telemetria vendidos por fornecedores especializados fornecem informações detalhadas sobre o desempenho dos veículos. Já as ferramentas de BI (business intelligence) ajudam a identificar pontos de melhoria na operação — e estes são apenas dois exemplos dentre as diversas possibilidades. Do outro lado do mesmo tema estão os dados que a operação produz por conta própria: inspeções, checklists e apontamentos de oficina, que sustentam os indicadores de manutenção e de pneus sem depender de hardware embarcado.

Adotar a gestão data driven, na prática, começa por escolher poucos indicadores, definir quem responde por cada um e fixar a periodicidade da leitura. Painel com dezenas de números que ninguém lê não é gestão baseada em dados.

Crescimento da logística de última milha

A última milha, ou seja, a etapa final da entrega ao cliente, continua a ser um dos maiores desafios logísticos. É a fase que concentra investimento em soluções específicas, incluindo o uso de bicicletas elétricas, lockers inteligentes e sistemas de geolocalização.

A razão é estrutural: tipicamente é o trecho com mais paradas por quilômetro rodado, com mais variáveis fora do controle da transportadora — trânsito, acesso ao endereço, ausência do destinatário — e maior exposição direta ao cliente final.

Empresas que conseguem agilizar a entrega e melhorar a experiência do cliente na última milha se destacam no mercado, especialmente no e-commerce.

Logística omnichannel

Logística omnichannel.

A integração de diferentes canais de venda e entrega continua a ser uma das tendências da logística. Com a logística omnichannel, empresas podem oferecer uma experiência de compra mais integrada e conveniente, como a possibilidade de comprar online e retirar na loja física.

Essa estratégia não só melhora a experiência do cliente, mas também otimiza os processos internos da operação. O ponto de atenção fica no estoque: quando o mesmo item pode ser vendido por mais de um canal, a integração precisa alcançar o inventário, e não apenas a vitrine.

Business Intelligence (BI)

Business Intelligence, traduzido para “inteligência de negócio”, trata-se de usar todo o conhecimento sobre a sua empresa para tomar decisões mais estratégicas.

Ao reunir dados de todos os setores da operação de transporte, desde o armazém até a chegada no destino da mercadoria, você tem mais campo para decidir os próximos passos com alta precisão e expectativa de resultados.

Diferentemente da mineração de dados, que busca padrões escondidos em grandes volumes, o BI costuma responder a perguntas que a operação já sabe fazer: qual filial gasta mais com manutenção, qual rota atrasa mais, qual cliente concentra devoluções.

A direção comum a todas essas tendências é a integração entre tecnologia, sustentabilidade e experiência do cliente. Empresas que adotarem essas tendências tendem a estar mais preparadas para enfrentar os desafios do mercado e se destacar na operação.

Quer implementar as tendências da logística em sua gestão? Comece baixando nosso material de inteligência artificial para gestão de frotas!

Perguntas frequentes

Quais são as principais tendências em logística?

Onze movimentos, organizados pelo problema que cada um resolve: ESG e sustentabilidade; entregas com drones; automatização e IoT; logtechs e SaaS; big data com mineração de dados; IA e machine learning; segurança da informação; gestão orientada por dados; crescimento da última milha; logística omnichannel; e business intelligence. Quem adota essas tendências tende a chegar mais preparado aos desafios do mercado.

Qual é a meta de biodiesel no diesel brasileiro?

A Lei nº 14.993/2024, que alterou a Lei nº 13.033/2014, fixou metas de mistura obrigatória de biodiesel no diesel vendido ao consumidor final: 15% desde 1º de março de 2025, subindo para 16% em 2026, 17% em 2027 e 18% em 2028, depois 19% em 2029 e, por fim, 20% a contar de 1º de março de 2030. O calendário é condicionado pela própria lei: cabe ao CNPE avaliar a viabilidade e fixar o percentual obrigatório entre 13% e 25%.

Por que a entrega por drones ainda não escalou no Brasil?

Além das limitações de peso de carga, autonomia e alcance, o ritmo depende do enquadramento regulatório. Segundo a ANAC, drones com peso máximo de decolagem acima de 250 g precisam de cadastro no SISANT, e a certidão é documento de porte obrigatório. Com a Emenda 02 do RBAC-E nº 94, o cadastro passou a alcançar também os drones Classe 3 em operações BVLOS ou acima de 400 pés, e toda a Classe 2 — as faixas em que uma entrega a distância tende a se enquadrar.

O que é gestão data-driven na logística?

É basear decisões em dados concretos e atualizados, em vez de intuição, o que na logística se traduz em maior controle operacional. Os dados podem vir de sistemas de fornecedores especializados sobre desempenho dos veículos, de ferramentas de BI e também do que a própria operação produz: inspeções, checklists e apontamentos da oficina. Na prática, o começo é escolher poucos indicadores, definir um responsável por cada um e fixar com que periodicidade serão lidos.

Qual a diferença entre business intelligence e mineração de dados?

A mineração de dados busca padrões escondidos em grandes volumes de informação, como prever períodos de maior consumo ou os melhores horários de entrega. O BI, em geral, responde perguntas que a operação já sabe formular: qual filial gasta mais em manutenção, qual rota mais atrasa, qual cliente concentra devoluções. Para a mineração, o pré-requisito é registro padronizado: cadastro inconsistente de veículo, motivo de parada em campo livre e data anotada à mão inviabilizam a análise.

O que a LGPD exige das empresas de logística?

Quando os dados armazenados incluem informações pessoais de motoristas, clientes ou fornecedores, a Lei nº 13.709/2018 determina que os agentes de tratamento adotem medidas de segurança técnicas e administrativas contra acessos não autorizados e situações de destruição, perda ou alteração (art. 46). O controlador também deve comunicar à autoridade nacional e ao titular incidentes que possam causar risco ou dano relevante (art. 48). Criptografia, backups e treinamento contra phishing ajudam.

// newsletter

Conteúdo de gestão de frotas, direto no seu e-mail

Artigos sobre pneus, manutenção e operação de frotas. Sem spam.

Leia também

Conheça o Controle de Abastecimento da Prolog e feche o custo por km da frota