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Sustentabilidade no transporte

Principais normas ambientais no transporte rodoviário

Jade Zart Jade Zart 4 min de leitura
Principais normas ambientais no transporte rodoviário

A gestão de frotas enfrenta diversos desafios, mas um dos principais é a conformidade com as normas ambientais para o transporte rodoviário.

Isso ocorre devido à existência de diferentes normas e legislações específicas para os variados setores de atuação dentro do transporte rodoviário, como cargas pesadas, perigosas, e até farmacêuticas.

Além disso, as regras a serem seguidas também podem variar conforme a região geográfica, exigindo que as empresas se mantenham atualizadas sobre os regulamentos locais, estaduais e federais.

Esse cenário demanda uma atenção constante e um esforço contínuo por parte dos gestores de frotas para assegurar a aderência a todas as exigências legais, ao mesmo tempo em que buscam otimizar suas operações e reduzir o impacto ambiental.

Confira a seguir:

Quais são as principais normas ambientais para o transporte rodoviário?

No Brasil, o transporte rodoviário de cargas é regulamentado por uma série de normas ambientais projetadas para reduzir os impactos negativos dessa atividade no meio ambiente. 

Essas legislações visam reduzir a poluição, promover o uso sustentável dos recursos naturais e garantir a responsabilidade ambiental das empresas.

Entre as principais normas que afetam diretamente o setor de transportes rodoviários, estão:

Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS)

A PNRS estabelece diretrizes para a gestão e o gerenciamento de resíduos sólidos, incluindo a obrigatoriedade de planos de gerenciamento de resíduos pelas empresas e o licenciamento ambiental pelos estados e municípios.

Essa norma é fundamental para transportadoras que lidam com a coleta, transporte e destinação de resíduos, exigindo a adoção de práticas sustentáveis e responsáveis.

NBR 13221

Regulamentada pela Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) e adotada como procedimento oficial pela Comissão Nacional de Meio Ambiente, a NBR 13221 estabelece as regras para o transporte de resíduos sólidos não perigosos.

Ela serve como referência para o transporte seguro e ambientalmente adequado desses materiais, detalhando também as diretrizes para resíduos específicos.

Resolução ANTT 5232/2016

Essa resolução especifica os requisitos técnicos para o transporte de resíduos perigosos, incluindo a classificação dos resíduos segundo o número ONU, tabelas de precedência de risco, e identificação adequada das embalagens.

Ela é fundamental para garantir a segurança no transporte de materiais que possam representar riscos à saúde pública e ao meio ambiente.

Decreto nº 96044 e Portaria nº 204 do Ministério dos Transportes

Determinam ações específicas para o transporte de produtos perigosos, incluindo a exigência do porte da ficha de emergência, que deve acompanhar o produto desde a origem até a destinação final.

Esses documentos são essenciais para a regulamentação do transporte de produtos perigosos, abrangendo desde a classificação dos materiais até as medidas de segurança obrigatórias.

Normas técnicas da ABNT

Aqui, falamos mais especificamente das NBR 7500, 7501, 7503, 9735, 14619 e da Resolução 420/2004 da ANTT. Esse conjunto de normas estabelece procedimentos e requisitos para o transporte terrestre de materiais, incluindo especificações para veículos, condutores, tipos de transporte e medidas de segurança.

Essas normas são aplicáveis não apenas ao transporte de resíduos, mas a todos os materiais transportados por via terrestre, assegurando práticas seguras e padronizadas.

Legislação constitucional e federal

Alguns artigos e leis que também também podem ser atrelados como normas ambientais para o transporte rodoviário são:

  • Art. 225 da Constituição Federal: estabelece o direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, impondo ao poder público e à coletividade o dever de defendê-lo e preservá-lo.
  • Lei nº 6.938 (Política Nacional do Meio Ambiente – PNMA): define o licenciamento ambiental como uma exigência para atividades potencialmente poluidoras.
  • Artigos 104 e 131, Lei n° 9.503/1997 (Código Nacional de Trânsito): incluem provisões para o controle de emissões veiculares, visando a redução da poluição do ar.
  • Resoluções do CONAMA e Instruções Normativas do IBAMA: abrangem desde a qualidade do ar até os limites de emissão de poluentes, estabelecendo padrões que devem ser seguidos pelos veículos automotores.

Como as políticas para transporte verde impactam o setor?

As políticas para transporte verde promovem a adoção de práticas sustentáveis e tecnologias limpas. Dessa forma, incentivam a redução das emissões de gases de efeito estufa, o uso de combustíveis alternativos e a melhoria da eficiência energética dos veículos.

Essas políticas também transformam o setor exigindo dos gestores de frota uma abordagem mais criativa e atualizada em relação à sustentabilidade e de práticas ESG.

Para atender a essas demandas, gestores estão buscando veículos mais econômicos, com menores emissões, e implementando práticas como a reciclagem de pneus e o descarte adequado de resíduos.

Outro impacto no setor acaba sendo a utilização de tecnologias. Isso porque, geralmente, é considerado um setor burocrático e de muitas tarefas manuais.

Com a necessidade emergente de atender às normas ambientais para o transporte rodoviário, a adoção de novas tecnologias se torna uma solução.

Por exemplo, gestores de frota estão incorporando tecnologias avançadas para medir e monitorar as emissões de carbono, permitindo uma gestão mais eficaz do impacto ambiental de suas operações. 

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Perguntas frequentes

Quais normas ambientais regulam o transporte rodoviário de cargas?

O conjunto inclui a Política Nacional de Resíduos Sólidos, a NBR 13221, a Resolução ANTT 5232/2016, o Decreto nº 96044 e a Portaria nº 204 do Ministério dos Transportes, além da Resolução 420/2004 da ANTT e das normas técnicas da ABNT — NBR 7500, 7501, 7503, 9735 e 14619. Somam-se a isso o artigo 225 da Constituição Federal, a Lei nº 6.938 e resoluções do CONAMA.

O que a PNRS exige de uma transportadora?

A Política Nacional de Resíduos Sólidos define diretrizes de gestão e gerenciamento de resíduos sólidos. Entre elas, a obrigação de a empresa manter plano de gerenciamento de resíduos e o licenciamento ambiental a cargo de estados e municípios. Para quem faz coleta, transporte e destinação de resíduos, ela é a referência central e cobra práticas sustentáveis e responsáveis na operação.

Qual norma trata do transporte de resíduos perigosos?

A Resolução ANTT 5232/2016 traz os requisitos técnicos, entre eles a classificação pelo número ONU, as tabelas de precedência de risco e a identificação correta das embalagens. O Decreto nº 96044 e a Portaria nº 204 do Ministério dos Transportes complementam ao exigir o porte da ficha de emergência, documento que segue com o produto da origem ao destino final. Para resíduos sólidos não perigosos, a referência é a NBR 13221.

As normas técnicas da ABNT valem só para resíduos?

Não. A NBR 13221 trata especificamente do transporte de resíduos sólidos não perigosos, mas o conjunto formado pelas NBR 7500, 7501, 7503, 9735 e 14619, junto da Resolução 420/2004 da ANTT, fixa procedimentos e exigências do transporte terrestre em geral — o que inclui especificação de veículo, de condutor, do tipo de transporte e das medidas de segurança.

Como as políticas de transporte verde afetam a gestão de frotas?

Elas incentivam práticas sustentáveis e tecnologias limpas, com foco em reduzir emissões de gases de efeito estufa, usar combustíveis alternativos e melhorar a eficiência energética dos veículos. Na prática, gestores passam a buscar veículos mais econômicos e de menor emissão, adotam reciclagem de pneus e dão destino adequado aos resíduos, além de incorporar tecnologias para medir e acompanhar as emissões de carbono da operação.

Por que é difícil manter a frota em conformidade ambiental?

Porque não existe uma norma única: as exigências mudam conforme o setor de atuação — cargas pesadas, perigosas, farmacêuticas — e também conforme a região geográfica, o que obriga a empresa a se manter atualizada sobre regulamentos locais, estaduais e federais. Isso exige atenção constante do gestor, que precisa conciliar a aderência às exigências legais com a otimização das operações e a redução do impacto ambiental.

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